Crítica: Globo estreia nesta segunda "How to Get Away with Murder", ou melhor, "Lições de um Crime" | Cabine Cultural
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Crítica: Globo estreia nesta segunda “How to Get Away with Murder”, ou melhor, “Lições de um Crime”

How To Get Away With Murder

How To Get Away With Murder

Título em português é um tanto clichê, mas a ideia básica da série pode até ser esta: cada crime traz uma lição

Uma das melhores séries da atualidade, “How to Get Away with Murder” enfim chega a rede aberta, através da Rede Globo. A série, que chega com o nome estranho de “Lições de um Crime”

A série foi um fenômeno nas suas duas primeiras temporadas, e hoje em dia continua sólida, mas sem aquele ar de novidade. Porém o público da Rede Globo verá o início, ou seja, a melhor parte de sua história.

A série começa logo depois de “Conversa com Bial”.

Na época em que a rede americana ABC estreou mais uma série produzida pela rainha de midas Shonda Rhimes, todos já haviam imaginado que certamente seria mais um sucesso da famosa produtora. Greys Anatomy e Scandal estão ai para reafirmar esta ideia. Pois bem, estávamos certos.

O rebuliço causado pela série foi em grande parte resultado do anúncio de que a atriz multi premiada Viola Davis seria a protagonista. E é justamente o trabalho da atriz que mais chama a atenção dos espectadores de How to Get Away with Murder (“Lições de um Crime”). Viola dá vida para a professora Annalise Keating, uma das advogadas mais prestigiadas em sua área, que se mostra extremamente competente, auto-suficiente e confiante em sua vida profissional, mas que em casa vive uma relação conturbada com o marido, Sam Keating.

Ela ainda leciona Direito Criminal Básico em uma tradicional faculdade, e em sua turma se concentra a grande maioria dos personagens da história. Temos Wes Gibbins (interpretado pelo ator Alfred Enoch), Connor Walsh (Jack Falahee), Michaela Pratt (Aja Naomi), Asher Millstone (Matt McGorry), Laurel Castillo (Karla Souza), que são escolhidos logo no episódio piloto para auxiliarem Annalise em seus casos reais, para que assim já adentrem no universo do direito criminal. E ao final do semestre, o melhor ganhará o tão desejado troféu que certamente abrirá portas para o vencedor.

Muito do que é a série está concentrado neste esquema: aulas de direito criminal e casos da semana que ilustram a teoria. Assim, a série poderia ser considerada mais um procedural jurídico, o que a ela definitivamente não o é. Isto porque logo no piloto sabemos que Sam, marido de Annalise, é morto e que muitos da turma de assistente dela estão envolvidos em sua morte. Esta passagem vem através de um flashforward (evento futuro) e assim temos que acompanhar todos os acontecimentos que levarão àquela noite em que Sam foi morto. E rapidamente sabemos que a morte de Sam tem relação estreita com o caso principal da temporada, que é a morte de uma estudante no campus.

O roteiro merece destaque, pois a narrativa soa bem dinâmica e fluída, e dificilmente cansa quem assiste. São muitos diálogos rápidos, reviravoltas narrativas e novas subtramas que acontecem em todo episódio. É quase que um ritmo de vídeo clipe, porém com um cuidado com os rumos da história.

Com um elenco interessante, uma protagonista poderosa, um roteiro inteligente e uma produtora que domina a sua área de atuação, How to Get Away with Murder chegou para ficar.

UCI OrientCinemas

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