Crítica: Supercine deste sábado exibe a comédia “Mulheres ao Ataque”. Será que é bom?
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Crítica: Supercine deste sábado exibe a comédia “Mulheres ao Ataque”. Será que é bom?

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cameron diaz e kate upton

Cena de Mulheres ao Ataque

Filme tem no elenco Cameron Diaz e traz ainda as belas Leslie Mann e Kate Upton; começa logo após o Zero 1

A sessão Supercine deste sábado, 22 de julho, está recheada de atrizes bonitas e famosas no mundo hollywoodiano.

Estamos falando da comédia “Mulheres ao Ataque” estrelada pela linda Cameron Diaz. O filme, que é muito bom no papel, acaba tendo falhas, mas para um sábado a noite despretensioso pode ser uma boa opção. O filme começa logo após o programa Zero 1.

“Mulheres ao Ataque” é ruim?

Não que o filme seja totalmente ruim ou constrangedor, o problema é que ele não consegue entregar um produto final condizente com o que seu potencial apresentava. Vejamos: seria muito interessante que a história realmente enveredasse pelo lado da girl power, expressão saída lá dos anos 90, com as Spice Girls. O filme podia desenvolver isto, afinal das três personagens principais, somente Carly era bem resolvida, bem sucedida e uma clara representante da mulher moderna. As outras duas eram: uma bela mulher submissa que largou tudo pelo marido (Kate) e uma linda garota que não faz nada da vida, mas que é linda de doer (Amber). Ou seja, uma estrada fértil para desenvolver estes dois personagens, mesmo claro, contando uma história de comédia, que naturalmente não exige lá muita profundidade narrativa. Mas não fizeram absolutamente nada a respeito e todas elas passam o resto do filme pensando em homens, deixando a ideia de amor próprio (defendida pelo diretor em entrevistas) em segundo plano.

Se este potencial narrativo não foi bem desenvolvido, que pelo menos acertassem na comédia. E neste quesito, “Mulheres ao Ataque” bate muitas vezes a bola na trave, mas definitivamente não faz nenhum gol. A primeira parte do filme, longa e com cenas desnecessárias, apresenta até bem a dinâmica da relação de Carly e Kate. As duas começam uma amizade da forma mais estranha possível, e se esta primeira parte fosse somente com elas seria muito interessante. Mas a produção teve, é claro, que chamar uma cantora de sucesso para uma ponta (Nicki Minaj, em atuação indiferente) e também um personagem masculino, pra ser o futuro par romântico de Carly, porque pra ser feliz tem que estar com alguém, né?

“Mulheres ao Ataque” é um entretenimento bem raso. Diverte por alguns momentos e é um bom material de auto ajuda para mulheres que se encontram nesta situação: sair das lamentações e ir para o ataque, afinal de contas, mulher alguma merece chorar – de tristeza – por qualquer ser da espécie masculina. Neste sentido, o filme até acerta, não com louvor, mas acerta. É, em suma, mas um dos típicos filmes para se assistir numa tarde destas, sem compromisso algum, só com o objetivo de dar algumas risadas e ver o tempo passar. Isto também é cinema.


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