Crítica: Baby Driver "Em Ritmo de Fuga" é muito bom, ruim, ou obra-prima? | Cabine Cultural
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Crítica: Baby Driver “Em Ritmo de Fuga” é muito bom, ruim, ou obra-prima?

Em Ritmo de Fuga

Em Ritmo de Fuga

“O ritmo do filme é criado não somente pelas obrigatórias (e fantásticas) sequências de perseguição, afinal, esta é a sua premissa principal”

Por João Paulo Barreto

Imagine-me escrevendo esse texto no mesmo ritmo contagiante que o personagem de Ansel Elgort, o Baby do título, demonstra em sua empolgação dançante, cantando ao som da Jon Spencer Blues Explosion durante a primeira cena do longa. Pois é. Essa é a sensação que um crítico tem ao sentar-se para traçar algumas linhas acerca de um filme como este. Não somente pelo ritmo acelerado de sua montagem nas cenas de ação ou de sua trilha sonora inspiradíssima. Todos estes elementos já são comuns em diversos trabalhos que tentam criar uma roupagem cool para cativar adolescentes. No entanto, um elemento diferencia Baby Driver de qualquer outra obra que tente criar esse mesmo tipo de ambiente. Tal elemento diferencial se chama Edgar Wright.

Aqui, Wright traz sua perícia na criação de narrativas econômicas a níveis semelhantes aos vistos em obras como Chumbo Grosso ou Todo Mundo Quase Morto, exemplos de montagens nas quais o diretor optou pela criação de elipses inventivas (observe a mudança do personagem Simon Pegg de Londres para o interior da Inglaterra no primeiro ou na já clássica utilização do zapear da TV como modo de explicar o apocalipse no segundo) e de fusões de cena que criam um ritmo único em suas obras.

No caso de Baby Driver, o fiapo de história envolvendo um motorista de fugas para ladrões de bancos utiliza-se de diversos destes momentos…Continua a leitura

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