Crítica: Baby Driver - Em Ritmo de Fuga - é genial ao unir musical e carros
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Crítica: Baby Driver – Em Ritmo de Fuga – é genial ao unir musical e carros

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Em Ritmo de Fuga

Em Ritmo de Fuga

Filme está em cartaz nos melhores cinemas do país, incluindo a Rede UCI Orient um dos melhores do ano

Tenso, intenso, musical e genial. Assim podemos descrever, ao fim de uma sessão, o filme Em Ritmo de Fuga (em cartaz no Orient Cinemas), que tem no título original uma ideia bem menos didática, mas que soa sensacional: Baby Driver.

Baby é o nome do personagem central da história e é interpretado belissimamente por Ansel Elgort, que dá um salto gigantesco em sua carreira a partir deste filme. Seguindo a sinopse, quando ele conhece a garota de seus sonhos (Lily James), Baby vê uma chance de abandonar sua vida criminosa e fazer uma fuga limpa. Mas depois de ser coagido a trabalhar para um criminoso misterioso (Kevin Spacey), ele deve enfrentar a música quando um assalto mal-intencionado ameaça sua vida, amor e chance de liberdade.

Para entender a intensidade da trama, basta assistir a primeira cena, que abre o filme. Temos uma fuga espetacular regada a uma trilha sonora magistral. Mas a trilha é inserida no filme de modo peculiar. Não é o som do carro, nem o som que somente o espectador percebe, mas sim o som que emana do fone de ouvido de Baby. Ele constrói a trilha sonora que ouvimos e isso já traz um destaque para o roteiro, que casa muito com cada canção apresentada.

Mas essa peculiaridade não é o que faz do filme uma baita experiência. A trama em si já é excitante, com tudo que um garoto, ou garota, pode sonhar: carros, músicas e mulheres (ou meninos). As escolhas que os personagens fazem seguem esta lógica passional, com Baby sendo movido a todo instante pelo seu amor por Debora e pela saudade que nutre pela sua falecida mãe.

Um dos pontos fortes de Em Ritmo de Fuga é a interação – nem sempre amigável – entre Baby e o restante da equipe de ladrões (que volta e meia muda). Nesse contexto, o destaque vai para Bats, personagem vivido por Jamie Foxx e Buddy, vivido por Jon Hamm. Kevin Spacey, Jon Hamm e Jamie Foxx numa mesma gangue. Só podemos esperar algo maravilhoso.

E é maravilhoso também por conta da direção sempre criativa e divertida até, de Edgar Wright, que já nos brindou com filmes icônicos para o universo nerd/geek/cult como Homem Formiga e Scott Pilgrim. Toda a construção de roteiro, direção de arte, trilha sonora e atuações funcionam muito bem e de maneira harmoniosa, e é assim que Em Ritmo de Fuga entra facilmente para o grupo de melhores filmes de 2017.

Outro destaque é a bela Lily James. Quando a vemos como Debora, entendemos porque Baby se apaixona por ela, e a torna a parte fraca de sua vida no universo da trama. Lily vem seguindo um caminho cinematográfico bem interessante, dando continuidade as suas boas escolhas na televisão, com Dowton Abbey e Secret Diary of a Call Girl.

Baby Driver, como já escrevemos por duas vezes aqui no site, é um dos melhores filmes do ano e é um apaixonante filme. De ação, comédia, comédia romântica e drama. Tem nuances de todos esses gêneros e em todos eles apresentam um resultado eficiente. Vale o ingresso. Cada centavo.


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