Crítica O Filme da Minha Vida: novo filme de Selton Melo é belo e lúdico
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Crítica O Filme da Minha Vida: novo filme de Selton Melo é belo e lúdico

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O Filme da Minha Vida

“Tal dor está sempre lá. Ainda que o mundo ao seu redor possa distraí-lo e trazer-lhe sua cota de prazeres, sorrisos e coisas novas, Tony sempre retorna ao ponto de sua angústia”

Por João Paulo Barreto

Selton Mello, a partir do livro de Antonio Skarmeta, mesmo autor de O Carteiro e o Poeta, constrói, aqui, uma bela ode à nostalgia. A um período das nossas vidas em que as transições definitivas que nos confirmam com adultos deixam marcas, às vezes cicatrizes, às vezes sensações boas, mas sempre algo que passa a significar para a pessoa uma espécie de Porto Seguro, um campo de refúgio em momentos onde qualquer conforto, ainda que mínimo, trará algum tipo de alívio para o peso que, invariavelmente, venhamos a carregar. Essas percepções de O Filme da Minha Vida, porém, são colocadas na tela não de modo fácil, gratuitamente apelativo ou manipulador das emoções do espectador. Essa sensação de conforto é algo que o diretor permite ao público experimentar de modo subliminar, mas, quando este percebe, é difícil não se deixar levar.

Trata-se de uma obra que analisa a relação de, ao mesmo tempo, dependência afetiva e de perda das amarras que mantêm um jovem ligado à memória de seu pai ausente.Tony é, para quem presencia sua história, justamente o elo de ligação com aquele passado de descobertas. Sua dependência afetiva vem do vazio e curiosidade em saber o destino do seu velho.


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