Crítica: vale a pena assistir “O Estranho que Nós Amamos”, estreia da semana?
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Crítica: vale a pena assistir “O Estranho que Nós Amamos”, estreia da semana?

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O Estranho Que Nós Amamos

Daniel Wu as Sunny – Into the Badlands _ Season 2, Episode 3 – Photo Credit: Antony Platt/AMC

“Ao recriar a história, porém, Sofia Coppola parece ter medo de se arriscar do mesmo modo, preferindo ficar em um território seguro”

Por João Paulo Barreto

Ao escrever sobre o novo filme de Sofia Coppola, é inevitável não falar acerca da versão original dirigida por Don Siegel e estrelada por Clint Eastwood no começo da década de 1970. Em termos comparativos, apesar de hoje ser descrito por muitos como um filme que estereotipa suas personagens femininas, a obra comandada por Siegel representa bem sua época, tratando-se de um longa que se arriscava, permitindo ao espectador não somente penetrar no terror do soldado que, ao tentar manipular um grupo de mulheres que lhe dá abrigo, acaba sendo vitima da própria arrogância, mas, também, perceber o modo como os traumas acumulados podem transformar vitimas em brutais sobreviventes.

Ao recriar a história, porém, Sofia Coppola parece ter medo de se arriscar do mesmo modo, preferindo ficar em um território seguro, no qual seu filme acaba não fazendo diferença alguma, uma vez que a mesma história já foi contada de forma muito mais eficiente décadas atrás. O que fica é o questionamento da razão de se refilmar algo se não haverá nenhum tipo de inovação. Aqui, sobra elegância e plástica, com exuberância na fotografia e figurino, mas a obra carece de um desenvolvimento mais profundo de seus personagens e de sua trama. Acaba se tornando manca, calcada em muletas, do mesmo modo que seu personagem masculino…Continua a leitura


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1 comentário

  • The Beguiled tem um fortíssimo elenco, e é mais polido, sofisticado, lascivo e sugestivo que a versão de 1971. No entanto, oferece apenas uma delineação da medula impactante da história original. Na escala de 0 até 10.0 a nota é 7.4

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