Crítica: vale a pena assistir Bingo – O Rei das Manhãs?
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Crítica: vale a pena assistir Bingo – O Rei das Manhãs?

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Bingo – O Rei das Manhãs

Bingo – O Rei das Manhãs

“O filme conta a passagem de Augusto Mendes (interpretado por Vladimir Brichta e inspirado em Arlindo Barreto, que foi o Bozo depois de 1982) como o palhaço Bingo”

Por NoSet

Se você ainda é um adolescente em pleno 2017, certamente já ouviu alguém mais velho recordar os anos 80 com um misto de saudosismo e, talvez, um pouquinho de vergonha. Com a internet servindo a qualquer um que tenha um dispositivo capaz de se conectar e servir de máquina do tempo, a criança de hoje pode pesquisar à vontade sobre a história de nossa cultura televisiva. Está tudo ali salvo nos streamings: as roupas espalhafatosas, os telefones fixos de disco, os cabelos volumosos, as fitas cassete e, principalmente, as atrações infantis que jamais seriam veiculadas hoje em dia.

Entre os programas famosos na época, um certo palhaço Bozo fez um sucesso gigantesco no Brasil entre 1980 e 1991. Adaptado do já solidificado sucesso americano desde 1949, o personagem ganhou contornos um pouco mais ácidos do que o infantil que fez sucesso com os gringos. Aliás, esta acidez – adicionada com um baixíssimo medidor de pudor – é uma característica presente em toda a aura oitentista, que, hoje, parece absurda aos olhos do novo milênio. Ou você consegue me listar aqui quais programas destinados a crianças fazem piadas com palavrões e subtexto sexual, ou até exibem danças sensuais da Gretchen em pleno horário matinal? Todo esse material histórico, juntado com a biografia do mais problemático intérprete brasileiro do palhaço…


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