Crítica Mãe! “Mother”: uma obra-prima?
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Crítica Mãe! “Mother”: uma obra-prima?

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Mãe!

Mãe!

“Tal escritor é o poeta vivido por Javier Barden, que tem na esposa interpretada por Jennifer Lawerence a musa inspiradora em seu processo de criação. Aronofsky, já habituado a passear pelas nuances psíquicas de seus personagens”

Por João Paulo Barreto

(Convém assistir ao filme antes da leitura)

Lutar contra os bloqueios diante da tela branca ou diante da folha de papel por horas sem qualquer sílaba desenhada faz parte do processo (e da tortura) de criação de qualquer pessoa que se arrisque a escrever e ouse ter a posição de poeta, escritor ou crítico como profissão, hobby, ocupação temporária ou, no meu caso, meta de vida. A ansiedade oriunda deste processo é algo que tal indivíduo precisa aceitar, convidar para dançar e perceber que ela estará junto a ele sempre. Cada texto será um parto. Alguns, porém, passam por isso sem maiores traumas. Outros, têm nas cobranças autoimpostas o principal fator para tornar aquele ato algo gerador de muitas sequelas. No meu caso, a escrita serve justamente como um meio de equilibrar ansiedades, mantendo-as sob controle.

Há, portanto, uma identificação de qualquer escriba pelo novo filme de Darren Aronofsky. Em Mãe!, o cineasta por trás da profundidade psicológica de Cisne Negro toma licença para abordar justamente este processo interno.


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