Harry Dean Stanton – Relembre a filmografia do anti-herói de "Paris, Texas" | Cabine Cultural
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Harry Dean Stanton – Relembre a filmografia do anti-herói de “Paris, Texas”

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Biografia de anti herói

Biografia de anti herói

“Votou ao papel de protagonista no documentário “Harry Dean Stanton: Partly Fiction” (2013) e na ficção “Lucky” (2017)”

A figura marcante e despretensiosa de Harry Dean Stanton em filmes e séries como Paris-Texas e Twin Peaks, vai ficar guardada na memória dos fãs da sétima arte. O ator norte-americano morreu no dia 15 de setembro, aos 91 anos, e deixa uma filmografia impecável. São cerca de 200 filmes e séries, numa carreira de seis décadas, onde Stanton interpretou papéis principais icônicos e muitos coadjuvantes solitários, embora todos marcantes. Bem definido pelo crítico Roger Ebert pelas seguintes palavras: “Habitava os cantos sombrios do noir americano com seu rosto magro e olhos famintos” que criam “uma poesia triste”.

O seu primeiro papel como protagonista no cinema, aos 58 anos, foi também o que o levou ao reconhecimento eterno. Como Travis Henderson em “Paris, Texas” (1984), road movie dirigido por Wim Wenders, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, Stanton se tornou inesquecível na pele de um homem perturbado que vagueia pelo deserto em busca de um lugar que acredita ser o elo para reconquistar sua esposa (Nastasja Kinski) e filho, e resgatar seu passado. Um dos pontos altos desta película é a expressão do rosto de Stanton, que ficou associada aos riffs da guitarra de Ry Cooder (autor da trilha sonora do filme) ao fundo.

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Da importante parceria com o renomado cineasta David Lynch nasceram trabalhos como “Coração Selvagem” (1990), “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992), “História Real” (1999) e “Império dos Sonhos” (2006). No revival de Twin Peaks para a TV, que está disponível na Netflix, Stanton reprisou seu papel de Carl Rodd, vivido no longa de 1992.

Sua carreira de mais de 60 anos inclui produções das mais diversas como “Tomahawk Trail” (1957); “O Presidiário” (1967); “Heróis por Conta Própria” (1970); “Dillinger” (1973); “O Poderoso Chefão: Parte II” (1974); “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979); “Nova Iorque 1997” (1981); “A Última Tentação de Cristo” (1988); “Medo e Delírio” (1998), adaptação da obra-prima de Hunter Thompson ‘Medo e Delírio em Las Vegas’; “À Espera de um Milagre” (1999); “A Promessa” (2001); “Alpha Dog” (2006); a série “Big Love” (2006-2010), “Este é o Meu Lugar” (2011); e até uma participação em “Os Vingadores” (2012), entre outros. Realizou trabalhos com Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Robert Altman, John Carpenter, Sam Peckinpah, John Milius e Monte Hellman.

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Votou ao papel de protagonista no documentário “Harry Dean Stanton: Partly Fiction” (2013) e na ficção “Lucky” (2017), descrito como “A jornada espiritual de um ateu de 90 anos” com tem estreia prevista para setembro, nos Estados Unidos. Ainda resta esperar , “Frank & Ava”, que conta a história de Frank Sinatra e Ava Gardner, o último longa em que atuou, ainda em fase de pós produção.

Lynch escreveu um tributo ao ator que diz: “O grande Harry Dean Stanton nos deixou”. “Não há ninguém como Harry Dean. Todos o amavam. E por um bom motivo. Ele era um grande ator – na verdade, ele ia além de grande – e um grande ser humano. Era tão bom estar perto dele. Sua falta será muito sentida, Harry Dean. Muito amor para você, onde quer que você esteja agora.”


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