Crítica: "Blade Runner 2049" é a obra-prima do ano no cinema? | Cabine Cultural
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Crítica: “Blade Runner 2049” é a obra-prima do ano no cinema?

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Blade Runner 2049

Blade Runner 2049

Dirigido por Denis Villeneuve. Roteirizado por Hampton Fancher, Michael Green. Baseado na obra literária Do Androids Dream of Electric Sheep? por Philip K. Dick. Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Robin Wright, Mackenzie Davis, Carla Juri, Lennie James, Dave Bautista, Jared Leto

Por Gabriella Tomasi

O universo dos Blade Runner retorna novamente após trinta anos. Em 1982, a versão de Ridley Scott contava a história de um mundo distópico situado no ano 2019. Agora, em 2017, Denis Villeneuve (Sicaro: A Terra de Ninguém, A Chegada, Os Suspeitos) dirige a sua continuação no ano de 2049. Para explicar este lapso temporal, o roteiro inicialmente explica em seus letreiros iniciais o que ocorreu: a Tyrell Corporation faliu e fora posteriormente comprada pela Wallace Corporation, a qual aperfeiçoou a tecnologia dos replicantes para torná-los ainda mais obedientes e, ainda, a agricultura sintética evoluiu de tal forma a ter erradicado a fome dos seres humanos. Lá, ainda existe a figura dos Blade Runner que são responsáveis por caçar e “aposentar” os antigos modelos da Tyrell, ilegalmente na Terra. Assim sendo, acompanhamos a jornada de um detetive referenciado por “K”, interpretado por Ryan Gosling.

Neste contexto, o design de produção funcionou maravilhosamente para não somente respeitar o design dos cenários criados lá em 1982 e nos familiarizar com esse ambiente, mas também expandi-lo de tal forma a possibilitar conhecer novos horizontes, não tornando, portanto, nada repetitivo. A sua abordagem neo-noir continua lá, mas agora inclui elementos do cyberpunk em seus cenários. Os carros voadores, drones, as gigantescas propagandas, a imensa escuridão e poluição sonora…Continua a leitura


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