Crítica “Pendular”: novo filme de Júlia Murat é bom, ótimo ou maravilhoso?

Pendular
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“O filme, aliás, não aponta dedos para julgar seus protagonistas como certos ou errados. Não há maniqueísmo”

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Por João Paulo Barreto

Em que ponto o respeito ao espaço mútuo que equilibra uma relação profissional e amorosa se perde diante de uma rotina de decepções tanto artísticas quanto emocionais? Em que ponto tais frustrações explodem não somente em reações de fúria, mas, também, de extravasar físico?

Com Pendular, Júlia Murat consegue uma abordagem plena acerca do impacto emocional que tais restrições causam a um casal cujos espaços individuais, tanto físicos quanto íntimos e sentimentais, começam se chocar em uma mescla de autodestruição e estoicismo. A roteirista e diretora constrói aquela espiral sem necessariamente colocá-la como descendente. Há uma esperança inicial na saúde daquele relacionamento.

O filme, aliás, não aponta dedos para julgar seus protagonistas como certos ou errados. Não há maniqueísmo. Não há vilões e mocinhos aqui. O que existe é uma saturação que exige cuidado de ambas as partes, mas que, diante de um bloqueio criativo e de frustrações  atreladas à sensação de vazio, a força que cada um esperava encontrar no outro se esvai  de modo quase fugaz.

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