Crítica “Doentes de Amor”: uma comédia romântica mais que eficiente
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Crítica “Doentes de Amor”: uma comédia romântica mais que eficiente

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Doentes de Amor

From L to R: Rebecca Naomi Jones as “Jesse,” Zoe Kazan as “Emily” and Kumail Nanjiani as “Kumail” in THE BIG SICK. Photo by Nicole Rivelli.

Dirigido por Michael Showalter. Roteirizado por Emily V. Gordon, Kumail Nanjiani. Elenco: Kumail Nanjiani, Zoe Kazan, Holly Hunter, Ray Romano, Adeel Akhtar, Anupam Kher

Por Gabriella Tomasi

As comédias românticas são definitivamente um dos gêneros mais antigos do cinema e, juntamente com o terror, é um dos mais propensos a recair em estereótipos e clichês para atingir o tão esperado “final feliz”. É a fórmula famosa que sempre se segue em todos eles: primeiro um casal se conhece, depois eles brigam e ao final se reconciliam – como já esperamos. Não que o “final feliz” em si seja necessariamente o problema em filmes deste tipo, mas é o caminho traçado, ou seja, a narrativa trabalhada para que cheguemos a ele que faz toda a diferença. Doentes de Amor não só consegue um resultado completamente envolvente e um pouco diferente do que estamos acostumados, mas faz cada detalhe de sua história valer a pena torcer por este casal.

A trama gira em torno da perspectiva de Kumail, um jovem aspirante a comediante stand-up, que ao mesmo tempo trabalha como motorista Uber enquanto não atinge o sucesso financeiro. É em uma de suas apresentações que ele conhece Emily (Kazan) na platéia, a universitária que tenta uma carreira em psicologia, e, o que seria apenas uma “noite casual” se transforma em um relacionamento arrebatador. No entanto, o protagonista tem que lidar ao mesmo tempo com sua família e a cultura paquistanesa que exige o casamento arranjado e uma doença misteriosa a coma induzido que Emily adquire posteriormente.

Com um roteiro assinado pelo próprio casal em sua autobiográfica história de amor (e protagonizado pelo próprio Kumail!), é possível perceber o maior cuidado para trabalhar uma narrativa envolvente. Muito disso se deve à química entre os dois atores principais: Emily é a “esquisita adorável” e Kumail é carismático. A princípio o casal possui aquela característica clichê do gênero, já que juntos eles não têm muitos interesses em comum, mas é uma dinâmica que funciona, e, embora Kumail tenha algumas condutas questionáveis como mentir para postergar um encontra com a família de Emily…Continua a leitura


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