Crítica "Deserto": vale a pena assistir ao filme mexicano?
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Crítica | Deserto: vale a pena assistir ao filme?

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Filme mexicano Deserto

Deserto, o filme

Dirigido por Jonas Cuarón. Roteirizado por Jonas Cuarón e Mateo Garcia. Elenco: Gael García Bernal, Jeffrey Dean Morgan, Alondra Hidalgo

Por Gabriella Tomasi

O atual presidente dos Estados Unidos se tornou notório por suas ideologias que ele simplesmente não esconde do público. Desde as polêmicas envolvendo novas guerras, a saída do país do Acordo de Paris e, dentre tantas outras, a sua expressa ordem em construir um muro na fronteira do México, a fim de controlar a migração ilegal. Deserto, foi lançado mundialmente em 2015, mas somente chega às telas do cinema brasileiro em 2017.

Momento completamente importante, uma vez que o longa visivelmente intencionou ser uma resposta política em relação a este governo, por meio da experiência de Moises (Bernal), um mexicano que tenta a sorte, assim como várias outras pessoas, cruzando a fronteira a pé, em razão de um defeito mecânico no caminhão que os deveria transportar. No meio do caminho, eles encontram o personagem norte-americano Jeffrey Dean Morgan, o qual, diante do descaso da polícia em relação às suas denúncias de imigrantes, decide resolver o “problema” com suas próprias mãos.

Os primeiros minutos do filme são muito eficientes através da lente de Cuarón: as imagens em plano geral dos vastos desertos diminuem as pessoas de tal maneira a sequer podemos ver o horizonte, como se os Estados Unidos em si fosse um lugar inalcançável e impossível de se chegar. Da mesma maneira, é interessante notar como ao chegarem no “cercado” que divide ambos países, vemos mais do mesmo, ou seja, vastas terras sem qualquer sinal de civilização por perto. É uma continuação do mesmo deserto onde estavam. Neste sentido,  Cuarón transmite uma incrível mensagem de que fronteiras são criadas pelo próprio homem e existem apenas em sua mente; já a terra é a mesma (apesar de ao mesmo tempo não ser). Contudo, ao longo da narrativa o ritmo lento passa a incomodar e a trajetória, que deveria ser tão impactante e visceral, passa a ser entediante.

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