Crítica MasterChef | Irina é eliminada e final terá só homens. Foi justo?
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Crítica MasterChef | Irina é eliminada e final terá só homens. Foi justo?

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Semifinal do MasterChef Profissionais

Semifinal do MasterChef Profissionais nesta terça

Segunda edição do MasterChef Profissionais foi marcada por ótimos participantes, mas numa temporada que cansou com o passar dos programas

Já temos os dois participantes que irão à final da segunda edição do MasterChef Profissionais: Francisco e Pablo, dois candidatos que se mostraram favoritos no início do programa, perderam força durante a competição e ao final deram uma guinada novamente. Ou seja, vendo por este ângulo, é a final mais justa possível.

Observando mais atentamente os dois, e comparando com o resto da temporada, e até mesmo da temporada anterior da versão profissional, vemos que desta vez o que valeu foi a experiência e o bom arroz com feijão, não o prato, mas sim o estilo de trabalhar. Os dois representam bem a escola tradicional de culinária, diferenciando-se, por exemplo, de nomes como Raissa, Ravi, e outros bons nomes da nova leva da gastronomia brasileira.

Outro que se encaixa perfeitamente nesta segunda perspectiva é Marcelo, finalista da edição passada, que perdeu o MasterChef para Dayse, outra representante da escola mais tradicional. Com este contexto, dá para perceber que no MasterChef ousar nem sempre é interessante. É muito melhor fazer um sorvete gostoso, mas simples, que tentar algo novo, como Raissa buscou, e não entregar um bom resultado final.

Não dá para entender qual a mensagem o programa está passando (os jurados), pois ao mesmo tempo em que o que conta, e deve contar, é o sabor, um programa que busca encontrar novos nomes para a culinária do país deveria valorizar também a cozinha de vanguarda, e aqueles cozinheiros que estão buscando trazer novidades ao estilo brasileiro de cozinhar.

Irina

Irina, a eliminada desta terça, acaba sendo um meio termo desta ideia. Jovem, ela busca sempre trazer novos sabores, sobretudo vindos da região Nordeste, a sua região, mas ao mesmo tempo nunca teve coragem de ousar muito e criar sabores e pratos mais originais e autorais.

A final do MasterChef, que acontece na terça que vem, será a vitória da cozinha tradicional, e da experiência. Se no início era fácil imaginarmos uma final com participantes novos como Ravi, Raissa e Angélica, aos poucos nós fomos apresentados ao lado mais lógico do programa: vence quem sabe mais. E as vezes saber mais significa não ousar quando não se deve. Fazer o básico. O bom arroz com feijão.


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