Crítica | Rede Globo exibe a primeira e ótima temporada de Supergirl
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Crítica | Rede Globo exibe a primeira e ótima temporada de Supergirl

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Supergirl

“Stronger Together” — When Kara’s (Melissa Benoist) attempts to help National City

Supergirl na Rede Globo promete elevar a audiência da emissora carioca nas madrugadas; primeira temporada é uma das melhores do universo jovem nos últimos anos

Desde a segunda, dia 1º de janeiro, que a Rede Globo exibe em sua programação nova uma das séries mais interessantes do universo teen atualmente. Supergirl, que já se encontra na terceira temporada nos Estados Unidos, e no canal fechado Warner, chega a rede aberta pela emissora carioca e tem grande potencial de virar hit, tal como Flash, uma das maiores audiências das madrugadas da Rede Globo.

A série começa sempre logo depois do Jornal da Globo e promete entreter os jovens que não conseguem dormir cedo. A série é boa e deve ser vista.

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Crítica

É interessante o paralelo que podemos fazer aqui entre Supergirl e Smallville, pois enquanto que Kara se assume como heroína salvando sua irmã de um desastre aéreo, Clark também se assume herói salvando o então desconhecido Lex Luthor de um desastre automobilístico. As duas pessoas salvas exercerão importantes papéis em suas respectivas jornadas.

Mas deixando as comparações de lado, vamos ao primeiro destaque do piloto: o ambiente em que Kara passará boa parte de seus próximos anos. Ela trabalha num conglomerado midiático, incluindo ai um jornal. Sua chefa, interpretada pela atriz Calista Flockhart, (que traz lembranças de O Diabo Veste Prada sim) promete exercer a mesma função de todos que possuem este cargo, ou seja, buscará audiência a todo custo. E Kara será peça fundamental nisto, como Supergirl e como assistente. Óbvio que ela irá usar o fato de ser a heroína para manter seu emprego de assistente.

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Um dos pontos fortes de Supergirl, que é o fato de ser mais leve e de se levar menos a sério, pode, entretanto, se tornar com o tempo algo problemático, pois caminhar somente neste sentido fará da série algo superficial, sem aquele elemento que fisga o espectador. Assim, é importante que a relação com a irmã (agente do Governo) e com os futuros vilões de Krypton seja bem construída e que o alívio cômico seja sempre pontual.

Outro ponto, que ao mesmo tempo é forte e preocupante, é o canal onde a série será terá exibição nos Estados Unidos. A CBS, a mais popular das redes de televisão aberta, possui também um público mais tradicional, velho, familiar e os programas da emissora, exceto algumas comédias, são todos levados nesta vibe. Querer podar o roteiro de Supergirl para transformá-la em algo mais abrangente é algo que podemos imaginar acontecendo, e isto não será nenhum pouco interessante para a história, que traz no DNA todo um clima jovem alternativo vindo das mentes da DC Comics.

Com cenas de ação bem construídas, uma atmosfera leve e muitas vezes engraçada, uma mitologia já existente e consolidada, além de uma protagonista simpática (precisa melhorar as caras e bocas), Supergirl possui um grande potencial de sucesso para a próxima temporada da televisão americana. Basta somente os roteiristas equilibrarem melhor a relação entre drama e comédia, entre aventuras amorosas e dramas existenciais. Fazendo isto, a série realmente pode ser um dos destaques de 2015.

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