Crítica Rita | Mais um achado alternativo do catálogo da Netflix
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“Rita” | Mais um achado alternativo do catálogo da Netflix

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Rita Netflix

Rita Netflix

Rita, série Dinamarquesa teve o seu primeiro episódio exibido em 2012 e já está indo para a quarta temporada, que terá coprodução da própria Netflix

Falar do rico acervo que a Netflix possui é chover no molhado. Mas o que existe de mais interessante no serviço de streaming não é nem tanto as séries que ela produz e que são sucessos de público, como Stranger Things, House of Cards, e algumas muitas outras. O que mais chama atenção, e que faz de seu serviço algo quase que indispensável, é a possibilidade de se descobrir produções da cena alternativa televisiva.

Já falamos recentemente aqui da série Merlí, uma das grandes surpresas do catálogo. E agora falaremos de outro achado, desta vez a produção dinamarquesa Rita.

E o mais interessante é que estas duas séries (Merlí x Rita) dialogam bastante, mesmo sendo de países distantes (mas do mesmo continente). Enquanto Merlí conta a história de um professor de filosofia que consegue ser notado e admirado pelos estudantes, mas rejeitado de certa forma pelos outros professores, em Rita temos uma professora, amada por grande parte dos estudantes e mal vista por parte dos professores. Sim, temos dois personagens carismáticos demais, que ganham a atenção do corpo estudantil, e oferecem certo medo para o corpo docente, que estranha um comportamento fora do tradicional.

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Rita

Rita, interpretada brilhantemente pela atriz Mille Dinesen, é uma professora desbocada, que de fato fala o que está pensando ou o que está sentindo. Com o passar dos episódios percebemos que ela é absolutamente normal e que o seu comportamento (que na sociedade atual foge à regra), deveria ser, em uma sociedade real ou ideal, a regra.

Ou seja, Rita é humana, fala o que pensa, faz o que tem vontade, se arrepende de erros, convive com eles, ensina com amor e faz sempre de um tudo para que seus alunos entendam que o ato de apreender vem de cada um.

A série, que mescla drama e comédia, é um rato cheio para estes dois nichos. Rita tem uma família como qualquer outra, formada por uma filha disléxica, um filho mais velho que busca se encontrar no mundo e outro, mais novo, que resolve assumir a sua homossexualidade. São três personagens ricos, que junto com Rita compõe o núcleo mais central da trama.

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Além dos filhos um personagem que exerce função importante em sua vida é o diretor Rasmus (Carsten Bjørnlund), que logo de início descobrimos que possui um caso com Rita, em mais um dos plotes que chama atenção. Afinal de contas, qual é o limite de uma relação professor / diretor?

Divertida quando tem que ser, dramática em muitos momentos, Rita é mais um achado da Netflix. A série, que é dinamarquesa, mas possui uma linguagem bem universal, tem todos os elementos para agradar em cheio qualquer pessoa de qualquer país.

Os professores irão se sentir representados por uma professora real, e os espectadores que ainda são estudantes, ou que já foram um dia, se sentirão representados por aquele grupo de personagens que mais se aproximam da realidade.

Principais informações
Data de publicação:
Título da publicação:
Mais um achado alternativo do catálogo da Netflix
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Sobre o autor

Luis Fernando Pereira

Luis Fernando Pereira

Possui grande experiência na área de jornalismo cultural. Além de editor do site é colunista dos sites Coisa de Cinema, Midiorama e Feminino e Além. Fez parte de um dos júris do VII Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema.

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