Crítica Everything Sucks | Netflix produz uma ode aos anos 1990
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“Everything Sucks” | Netflix produz uma ode aos anos 1990

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Everything Sucks - Scott Patrick Green - Netflix

Everything Sucks – Scott Patrick Green – Netflix

Primeiros episódios da série traz o que de melhor a Netflix tem conseguido produzir nestes últimos anos: nostalgia, garotos adoráveis e referências deliciosas

Imagina você que durante os anos 1990 era um adolescente descobrindo o mundo, a música, se descobrindo, conhecendo coisas novas, conhecendo aquele álbum maravilhoso do Oasis… Você então senta no sofá para assistir ao episódio piloto de Everything Sucks, nova série da Netflix, e qual a reação mais provável? Resposta: amor, nostalgia, felicidade.

Não que a produção seja um primor, provavelmente não era esta a intenção, principalmente pela premissa, que não traz nada de inovador como Orange is The New Black, nem nada de suspense, como Stranger Things, nem nada muito político, como House of Cards. Aqui o elemento central é o nada, tal como Seinfeld bradou com a sua série, também nos anos 1990.

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Everything Sucks

Everything Sucks possui uma atmosfera que carrega os anos 1990, porém, como é uma época não tão distante, é um tanto difícil mensurar o quão nostálgico é o sentimento que a série carrega. Claro que ver em um episódio o exato momento em que uma menina, Kate Messner (uma das protagonistas) escuta pela primeira vez o histórico álbum What’s The Story (Morning Glory), do Oasis, é de uma beleza tamanha, sobretudo pela canção escolhida (Don’t Look Back in Anger), e mais ainda pelo que a cena representa para a série.

Everything Sucks

Everything Sucks

Falando então desta cena específica, a Netflix e os criadores da série , Ben York Jones e Michael Mohan, já mostraram que, diferente da rede aberta, que possui um pudor e um cuidado muito grande com cenas e tramas envolvendo crianças e adolescentes, em Everything Sucks teremos umas sequências bem subversivas. Ver Kate folheando uma revista de nudez ‘masculina’, com as modelos mostrando os seus seios, foi de uma ousadia narrativa bem interessante, e isso sem mencionar a sequência imediata desta cena, que é ainda mais simbólica.

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Everything Sucks, entretanto, deve focar basicamente em uma ideia que a Netflix já mostrou que é bem sucedida: a amizade entre grupos de adolescentes. Stranger Things, Dark e Dark estão ai para provar que esta estrutura narrativa tem efeito imediato no espectador. E se tomarmos como exemplo filmes como It, A Coisa, então a certeza é absoluta.

Teremos muitas situações envolvendo os garotos e o seus dia a dia na escola. E será neste contexto que as dezenas e centenas de referências aos anos 1990 serão mostradas. Logo de cara tivemos Tori Amos, Oasis, Alanis Morissette. A primeira temporada inteira será uma ode a esta época maravilhosa, de início da internet, da popularização dos CDs, e do começo de uma série de mudanças comportamentais que acabaram criando esta nova geração.

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Everything Sucks começou bem.

Principais informações
Data de publicação:
Título da publicação:
Netflix produz uma ode aos anos 1990
Classificação:
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Sobre o autor

Luis Fernando Pereira

Luis Fernando Pereira

Possui grande experiência na área de jornalismo cultural. Além de editor do site é colunista dos sites Coisa de Cinema, Midiorama e Feminino e Além. Fez parte de um dos júris do VII Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema.

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