Crítica: Tela Quente desta segunda exibe a obra-prima Whiplash
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Crítica: Tela Quente desta segunda exibe a obra-prima Whiplash – Em Busca da Perfeição

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Whiplash – Em Busca da Perfeição será exibido nesta segunda, 26 de março, na sessão Tela Quente, logo após o BBB 18; filme é imperdível

O que podemos esperar de uma semana que começa com a exibição na rede aberta de um dos grandes filmes destes últimos anos, uma obra genial do cinema? Sim, a sessão Tela Quente desta segunda, 26 de março, vai exibi o poderoso Whiplash – Em Busca da Perfeição.

O filme começa logo após o BBB 18 e promete agradar aos fãs de música, cinema e tudo o mais.

Imperdível.

Crítica

Em Whiplash Miles Teller (Andrew) e J.K. Simmons (Fletcher) conseguem transpor para as telas todos os sentimentos possíveis de seus personagens: determinação, perseverança, ambição, obstinação e tudo o mais que seus personagens exigem. Miles neste sentido é a mais que agradável surpresa, pois até aqui não havia brilhado tanto nos cinemas, mesmo tendo já participado de dois belos filmes, como Habbit Hole e The Spectacular Now.

Já J.K. Simmons dá uma aula de interpretação em um de seus momentos mais mágicos de sua vida profissional. Ele, que tem uma carreira mais voltada para a televisão (seu personagem em The Closer é bastante lembrado pelos fãs) conseguiu impor um ritmo e uma intensidade à Fletcher que só merece elogios. Seu personagem é cínico, sarcástico e arrogante, mas por trás deste comportamento se esconde um amante, em sua acepção mais verdadeira, da música.

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O que o move é o desejo de ver nascer um novo ícone, um novo super herói da música, com o poder de fazer gerações continuarem sonhando em ser estrelas.

Damien Chazelle faz um trabalho dos mais competentes como diretor e se sobressai ainda mais como o roteirista do filme. Whiplash possui uma estrutura narrativa que permite que a história cresça com o passar dos minutos, e acabe em uma das sequências mais espetaculares dos últimos anos. A cena final, absurdamente catártica, só teve aquele peso por conta de todo o desenvolvimento da história, que fez daquele desfecho algo realmente crível e emocionante.

A edição, bastante ágil, é outro ponto forte do filme. O universo do jazz já foi por muitas vezes retratado nos cinemas, então era necessário uma abordagem que não fosse tão comum, clichê. O que vimos foi uma atmosfera jovem, confusa, mas excitante. Estes termos acabaram inundando a história com ação, agilidade e ainda assim dando espaço para que os arcos dramáticos fossem desenvolvidos.

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WhiplashEm Busca da Perfeição chega ao Oscar como um representante digno. J.K. Simmons já pode preparar o discurso, pois dificilmente perderá o troféu de ator coadjuvante. O filme merece. Uma obra enriquecedora, para amantes da música… para amantes do bom cinema… Para amantes da vida.

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