Crítica: Tela Quente desta segunda exibe o mega sucesso Deadpool
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Crítica: Tela Quente desta segunda (14/05) exibe o mega sucesso Deadpool

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Deadpool

Deadpool

Tela Quente desta segunda, dia 14 de maio, segue o rastro da estreia da continuação, que entrou no circuito esta semana

A sessão Tela Quente desta segunda, dia 14 de maio, está mais que especial e vai exibir um dos filmes mais sensacionais dos últimos anos: Deadpool. O filme, que custou barato e foi um grandioso sucesso, elevou sobremaneira a carreira de Ryan Reynolds, que era visto até então como o ator que fez fracassar o Lanterna Verde. Agora ele voltou ao topo com um dos heróis mais maravilhosos do cinema. Um anti-herói, melhor dizendo.

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O filme

Wade Wilson é um ex-agente especial que passou a trabalhar como mercenário. Seu mundo é destruído quando um cientista maligno o tortura e o desfigura completamente. O experimento brutal transforma Wade em Deadpool, que ganha poderes especiais de cura e uma força aprimorada. Com a ajuda de aliados poderosos e um senso de humor mais desbocado e cínico do que nunca, o irreverente anti-herói usa habilidades e métodos violentos para se vingar do homem que quase acabou com a sua vida.

Crítica

Qual a graça de um (anti)herói indestrutível, cuja maior vulnerabilidade é ser feio? Provavelmente, o humor. Parece ser a resposta de Rob Liefeld e Fabian Niciesa, os criadores do personagem “Deadpool”. O chamado “mercenário tagarela” da Marvel acaba de ganhar o seu longa-metragem solo. Dirigido por Tim Miller, estrelado e produzido por Ryan Reynolds, o filme se anuncia, até pela natureza da matriz, uma sátira desbocada, com muita violência e sexo, como se, enfim, a franquia multimilionária das HQs estivesse disposta a se arriscar.

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Não é bem assim. O que o “Deadpool” cinematográfico teria de transgressor é, calculadamente, subjugado pelo alcance epidérmico das suas provocações. Nada é levado às últimas consequências aqui. Não temos nudez, por exemplo; as cenas de sexo são verborrágicas e visualmente castas; a violência gráfica é tão fragmentada, que logo se acomoda a desempenhar um papel apenas pirotécnico, sem valor ou peso diegético para a narrativa.

O aspecto amoral do personagem, traço de potencial renovador no cenário das adaptações Marvel para as telas, naufraga sob o peso das motivações adolescentes, predominantes nas ações e no comportamento do hesitante mascarado. Por sinal, é também uma decepção que o mote anedótico de um herói que oculta a identidade somente por se sentir constrangido com a sua própria aparência, seja eclipsado pelo tom demasiado auto-referente e egocêntrico na construção do personagem e da trama.

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