Crítica: Han Solo – Uma História Star Wars

Dirigido por Ron Howard. Roteirizado por Jonathan Kasdan, Lawrence Kasdan. Baseado no personagem Han Solo por George Lucas. Elenco: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke, Donald Glover, Thandie Newton, Phoebe Waller-Bridge, Joonas Suotamo, Paul Bettany

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Por Gabriella Tomasi

Diante de tantas histórias Star Wars sobre a ascensão e a queda do Império e da Rebelião em sua franquia, chega o spin-off de um dos personagens mais queridos dos fãs. Han Solo: Uma História Star Wars mostra definitivamente que não quer chamar atenção para a maior rivalidade da galáxia, mas ao contrário, revela-se um estudo de seu personagem-título acerca dos eventos que o moldaram em um “fora da lei” irresistível e imprevisível.

Tal abordagem consegue ser bastante eficiente em inúmeros aspectos. A simples frase otimista que o protagonista evoca (“tenho um bom pressentimento”) e, portanto, contradizendo essa perspectiva nas sagas posteriores, demonstra as transformações pelas quais o jovem passou em uma época “sem leis” ou sem origens definidas que igualmente levou a referenciá-lo “solo”, ou seja, “sozinho”. Essa atitude de “cada um por si” se revela então de maneira cada vez mais enfática em todas as relações que ele estabelece. Com Lando (Glover), por exemplo, Han (Ehrenreich) é claramente influenciado pelas suas artimanhas e malícias, especialmente quando percebe o truque utilizado por ele em um jogo de cartas ao final. Com Qi’ra (Clarke), por sua vez, o protagonista já experiência um relacionamento parecido com que mais tarde irá vivenciar com Leia ou, em outras palavras, uma mulher que não necessariamente precisaria dele, que é independente e que muitas vezes o subestima. Já com Beckett (Harrelson), Han aprende a se distanciar das pessoas como uma proteção, não sendo à toa que o único fiel companheiro que permanece ao seu lado é um personagem não humano: Chewbacca.

Outro aspecto inteligente da trama é que discretamente, o Império e seus impasses políticos se comportam como um pano de fundo para as aventuras que Han Solo irá enfrentar, como os cartazes de recrutamento, as referências das trincheiras da Primeira Guerra Mundial em Glória Feita de Sangue (1957) já denotam um literal imperialismo perpetrado pelas elites contra os membros da galáxia. Ao sofrerem com os ataques, os povos tomam medidas para se protegerem – dando início às primeiras formações das rebeliões. Ainda, interessante é a atração e o efeito que estar dentro da Millennium Falcon pela primeira vez possui em Solo e as rimas visuais dele e seu co-piloto Chewy na cabine nos traz uma incrível nostalgia… Continua a leitura

Hostinger

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