Especial: tudo que aconteceu no Olhar de Cinema 2018
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Especial: tudo que aconteceu no Olhar de Cinema 2018

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Olhar de Cinema

Olhar de Cinema

 

“Como sempre, o festival trouxe uma variedade de estilos, nomes e olhares que o torna um rico ambiente de troca de diferentes visões de mundo”

Por Gabriella Tomasi

O Festival Olhar de Cinema teve sua sétima edição realizada entre os dias 06 a 14 de Junho de 2018 com sua tradicional coletânea de exibição de clássicos do cinema, assim como homenagens a importantes nomes da sétima arte, e as novidades que tiveram sua estréia neste ano.

Como sempre, o festival trouxe uma variedade de estilos, nomes e olhares que o torna um rico ambiente de troca de diferentes visões de mundo e experiências que poucos festivais de cinema nos proporcionam. Tendo isso em mente, é notável o crescente prestígio que o Olhar de Cinema conquistou nos últimos anos, e que certamente continuará a conquistar.

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Embora minha participação na cobertura do evento tenha sido menor do que na edição anterior, a experiência que tive da sétima conseguiu ser melhor do que sua antecessora, com várias surpresas boas ao longo da programação.

O primeiro longa a que compareci em sua exibição foi Magnetismo Animal, assinado pela diretora norte-americana Janie Geiser, uma das homenageadas do festival, e cujos trabalhos compuseram a pauta FOCO do Olhar de Cinema. A história essencialmente trata da vida de Marceline, uma jovem hipnotizadora que se muda para uma vila com o intuito de superar um passado que continua lhe assombrando.

Filmado inteiramente em película 16mm, o longa recebe seu primeiro tratamento digital para as telas do festival. Seu formato recria muito bem a técnica de filmagem utilizada nos primeiros longas mudos. Da mesma forma, a direção de fotografia bebe da fonte do estilo gótico do expressionismo alemão transitando entre tons do preto e branco e os tons de sépia, bem no que diz respeito ao forte contraste da iluminação dos cenários. Há uma ressonância inclusive no formato dos cenários, já que em comparação às formas geométricas dos objetos nas produções germânicas, aqui nos deparamos com ambientes angulares e tortos muitas vezes. Outras referências às técnicas adotadas de clássicos europeus como Os Vampiros de 1915 são perceptíveis, tanto em relação à maquiagem e figurino, quanto à sua estrutura narrativa em série, dividida em 9 capítulos.

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A história da vida e da trajetória de Marceline, não coincidentemente, se transmitem por meio de um flashback dentro de outro flashback, com o intuito justamente de simbolizar esse apego a um passado do qual é difícil esquecer. Assim sendo, nos minutos iniciais do filme, a protagonista lembra-se do que até há alguns meses atrás lhe havia acontecido e, posteriormente ao longo da narrativa, muitas lembranças e pensamentos seus são recriados em tela. Continua a leitura

Sobre o autor

Gabriella Tomasi

Gabriella Tomasi

Gabriella Tomasi é crítica de cinema, graduanda em letras, membro do coletivo de mulheres críticas de cinema – ELVIRAS, e possui o blog Ícone do Cinema

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