Crítica "Sexy Por Acidente": ter boa autoestima é tudo, Amy Schumer
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Crítica Sexy Por Acidente: ter boa autoestima é tudo

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Sexy Por Acidente

Sexy Por Acidente

 

Sexy Por Acidente: filme traz como trunfo a presença de Amy Schumer, que se mostrou a pessoal ideal para o papel de protagonista

Sexy Por Acidente, filme ainda em cartaz nos principais cinemas do país, traz em seu argumento pedaços de roteiros que já vimos em muitos outros filmes. O Amor é Cego, divertida comédia com Gwyneth Paltrow e Jack Black, é um deles. Traz outras referências também, mas o centro da questão é a mensagem, direcionada a pessoas que sofrem de baixa autoestima por conta de sua aparência física.

Neste sentido Sexy por Acidente, título bem canastrão que não dialoga tanto com a ideia do filme, e o título em inglês, “I Feel Prety”, algo como “Eu me sinto bonita”, trabalha bem esta ideia, sobretudo porque a protagonista, Amy Schumer, não precisou engordar, emagrecer, usar maquiagem carregada… ela não precisou fazer nada porque este tema sempre foi comum a sua carreira.

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Amy, mesmo sendo linda e empoderada, palavra bem contemporânea, mas que a descreve perfeitamente, sempre sofreu com a chamada imposição da beleza padrão nos Estados Unidos, aquele padrão composto por mulheres brancas e magras, padrão não compartilhado por Amy pelo quesito peso. Desta forma, o filme acaba carregando uma interessante mensagem de autoajuda para todas, e todos, que forem assistir.

Porém o filme precisa ser muito mais que um exemplar de autoajuda, correto? E ai que nós passamos a ver as suas falhas.

O filme

Renee (Amy Schumer) convive diariamente com insegurança e baixa autoestima por conta de suas formas físicas. Depois de cair e bater a cabeça numa aula de spinning, ela volta a si acreditando ter o corpo que sempre sonhou e assim começa uma nova vida cheia de confiança e sem medo de seguir seus desejos.

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A primeira observação a se fazer é até um tanto ranzinza, pois sabemos que a proposta de filmes como Sexy Por Acidente é somente entreter, proporcionar boas risadas e alguma mensagem, mesmo que seja rasa. Nisso o filme é muito competente. O problema é que, as piadas, as tiradas, as sequências, e o roteiro como um todo, é bastante repetitivo e nada original.

Para não classificar como sendo uma mera reprodução estrutural dos outros filmes do gênero, temos as tiradas à la stand up comedy, bem típico da protagonista, Amy Schumer. Ela, que ficou conhecida mundialmente mais por este talento que ela possui para este tipo humor, leva a todo instante essa vibe para a sua personagem.

A relação amorosa, tão necessária em filmes assim, também é desenvolvida sem originalidade alguma. Quem se lembra de “O Amor é cego”, sabe que neste filme o personagem de Jack Black bate a cabeça e assim passa e ver sua amada com outros olhos, e ela tem total consciência de seu corpo e sua aparência. Aqui é o oposto, pois enquanto o namorado a ama do jeito que ela é, Renee acredita que ele sente-se assim porque ela se transformou em uma quase supermodelo.

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Enfim, Sexy Por Acidente carrega toda a estrutura já vista em filmes com “O Amor é Cego” e alguns outros, mas pelo fato de trazer na linha de frente alguém como Amy Schumer faz do filme uma experiência bastante engraçada, do ponto de vista das risadas mesmo, e não da inteligência das situações cômicas, e levanta esta bandeira bem interessante da autoestima, tão importante nos dias atuais.

Principais informações
Data de publicação:
Título da publicação:
Crítica Sexy Por Acidente
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Sobre o autor

Luis Fernando Pereira

Luis Fernando Pereira

Possui grande experiência na área de jornalismo cultural. Além de editor do site é colunista dos sites Coisa de Cinema, Midiorama e Feminino e Além. Fez parte de um dos júris do VII Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema.

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