Netflix: SAMANTHA! – Uma exclamação saudosista e autorreferencial
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Netflix: SAMANTHA! – Uma exclamação saudosista e autorreferencial

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Samantha

Samantha

“É fato que seu novo formato de produção e consumo oxigenou o mercado mundial de conteúdo. Assim como também é, a diversidade característica do seu catálogo de séries, filmes e documentários (autorais ou não)”

Ainda que algumas recentes produções tenham com êxito interrompido o dejá-vú da estrutura narrativa, a comédia brasileira no âmbito audiovisual ainda carece de maior originalidade, de uma ousadia autoral livre das piadas requentadas e de contextos inverossímeis à nossa realidade. Ao ler a notícia de que a Netflix havia confirmado a produção da sua primeira série nacional do gênero, fiquei ressabiado com o que poderia sair dessa desenfreada fábrica de histórias.

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É fato que seu novo formato de produção e consumo oxigenou o mercado mundial de conteúdo. Assim como também é, a diversidade característica do seu catálogo de séries, filmes e documentários (autorais ou não). Lá, há produtos de qualidade e de gosto duvidoso também, assim como acontece nas emissoras abertas, nas centenas de canais da TV fechada… O segredo é filtrar e não cair na cegueira do hype!

E foi na onda da propaganda saudosista dos anos 80 que ela lançou “Samantha!”.

Além de reafirmar a expansão da plataforma e o interesse cada vez maior em produzir conteúdo próprio nos diferentes países que a consomem, o investimento da marca no gênero mais consumido da indústria cinematográfica brasileira estabelece uma nova etapa em todo mercado de produção de conteúdo audiovisual. A criação de novas linguagens e a construção de um diálogo polifônico de vozes e representações são premissas fundamentais para sobreviver a abertura do mercado de conteúdo e a “selvageria” do surgimento de novas tecnologias e novas janelas de consumo (isso é assunto para um próximo texto).

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“… era um disco multicor…” 

Antes de eu terminar de ver os 07 episódios, esse trecho – que insistentemente tocava no celular da exclamativa protagonista – não saía da minha cabeça. Volta e meia, no meio do dia, lá estava a cantarolar o hino da “Turminha Plimplom”. Leia o artigo completo

Sobre o autor

Camila Botto

Formada em jornalismo com pós-graduação em mídias digitais, Camila Botto é colunista do Cabine Cultural, editora-chefe do Feminino e Além, autora do livro Segredos Confessáveis e sócia da Dendê Cult Press.

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