Crítica Tal Pai, Tal Filha: Netflix estreia filme perfeito para o Dia dos Pais
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Crítica Tal Pai, Tal Filha: Netflix estreia filme perfeito para o Dia dos Pais

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Tal Pai Tal Filha

Tal Pai Tal Filha

 

Kristen Bell protagoniza mais uma comédia com elementos dramáticos e entrega bela atuação em Tal Pai, Tal Filha, filme perfeito para o dia dos Pais

Kristen Bell é uma das atrizes mais belas e talentosas de uma geração, não tão nova, de atrizes americanas. Sua carreira, marcada por trabalhos icônicos como o de Veronica Mars, vem sendo construída a base de comédias inteligentes, e alguns poucos dramas, como o ótimo A Salva Vidas. Tal Pai, Tal Filha, filme que a Netflix lançou nesta sexta, dia 3 de agosto, acaba contendo elementos dos dois gêneros, evidenciando assim a vibe cômica da atriz e o talento dela para bons dramas.

O filme
Depois de ser abandonada no altar pelo noivo, uma jovem workaholic (Kristen Bell) decide embarcar em um luxuoso cruzeiro – que deveria ser sua viagem de lua de mel – ao lado do pai (Kelsey Grammer). No passado, ele negligenciou a família para investir apenas em sua carreira e agora eles terão a oportunidade melhorar seu relacionamento e entender tudo que tem em comum.

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Evidente que grande parte da história de Tal Pai, Tal Filha é facilmente decifrada, e também é um tanto óbvio que o filme aqui no Brasil será usado como celebração para o próximo Dia dos Pais, no segundo domingo de agosto. O filme tem poder suficiente para construir uma conexão entre pais e filhos que assistirem, mesmo que eles de fato nunca tenham vivido os problemas vivenciados pelos dois personagens no filme.

A história fisga pelas reviravoltas simples, sem nenhum mistério grandioso, mesmo que o roteiro quisesse dar a entender que havia algo velado, pois sempre que o pai de Rachel, Harry, recebia determinada chamada, ele não atendia, e a câmera destacava o momento, como se fossemos naquele instante, cúmplices de algum segredo.

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A estrutura de roteiro do filme é bem básica, mas ainda assim agrada, pois o objetivo do filme, que é contar uma história de reconciliação entre um pai e uma filha em momento algum sai prejudicado. Vemos no início do filme Rachel como uma workaholic de carteirinha, vivendo com o seu celular 24 horas por dia. A função de Harry em sua vida neste momento é nula. Até que, com o passar dos dias no cruzeiro, o público começa a perceber, gradativamente, a mudança de comportamento desta relação. Rachel passa a entender que sua vida é muito mais que trabalho, e ao mesmo tempo a companhia de seu pai passa a não ser mais tão desagradável.

Essa mudança na relação pai e filha pode soar forçada, mas todo clima construído pelo roteiro (Rachel extremamente abalada por ter sido deixada no altar) e seu pai tendo vivenciado também uma situação limite (revelada no final do filme) torna o contexto plausível.

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Quem já sofreu com problemas de conexão com os pais, ou com os filhos, certamente vai se identificar com Tal Pai, Tal Filha. O filme foi feito para a família e soa como uma história de redenção familiar, com a bela mensagem que mostra que mesmo as mais difíceis e complexas relações podem ter desfechos felizes, basta que o amor sempre esteja lá dentro, de uma forma ou de outra.

Em Tal Pai, Tal Filha o espectador percebe isso: Harry nunca deixou de amar a sua filha, e provavelmente vice-versa.

Um filme que a Netflix lança próximo ao Dia dos Pais e que promete agradar em cheio quem se sensibiliza com filmes família.

E para fechar, todo o elenco de apoio está muito bem, porém 90% ou mais do filme é resultado da relação entre Rachel e Harry, e por isso os elogios maiores devem ser direcionados para Kristen e Kelsey.




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Sobre o autor

Luis Fernando Pereira

Luis Fernando Pereira

Possui grande experiência na área de jornalismo cultural. Além de editor do site é colunista dos sites Coisa de Cinema, Midiorama e Feminino e Além. Fez parte de um dos júris do VII Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema.

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