Crítica Megatubarão: empolgante do meio para frente
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Crítica Megatubarão: empolgante do meio para frente

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Megatubarão

Megatubarão

 

Filme entrou em cartaz semana passada com a função de divertir público que ama um bom filme com tubarões; na Rede UCI Orient de Cinemas

Um filme de tubarão, produzido em 3D com Jason Stathan como protagonista só poderia ter como objetivo entreter e divertis o público alvo, correto? Correto. Esta é a função de Megatubarão, filme que entrou em cartaz dia 9 de agosto e continua em grande parte das salas (veja programação na Rede UCI Orient).

O filme – Na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, a tripulação de um submarino fica presa dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta, um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

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Megatubarão tem algumas escolhas bem típicas de filmes do nicho, como Alien, Godzilla ou Aligator: o tal Megatubarão só aparece de verdade bem depois da metade do filme. Antes disto, conhecemos o contexto da trama e ‘aprofundamos’ um pouco nos personagens. Esse ‘aprofundamos’ obviamente chega a ser uma ironia, porque em Megatubarão os personagens são mais rasos que piscina para criança.

No geral essa superficialidade nem incomoda, afinal de contas não estamos indo ver um drama, mas sim um filme de ação e aventura. Porém, o excesso de piadas e tiradas engraçadas feitas pelos personagens a beira da morte causa certo incômodo, porque mesmo que você vá assistir com o peito aberto e coração bondoso, é difícil de engolir tantos diálogos surreais feitos pelos personagens em perigo iminente.

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Toda esta parte, bem rasa e superficial, é ancorada pelos elementos dramáticos do filme: as histórias de Suyin, par romântico de Stathan, e que é interpretada pela atriz Bingbing Li, bem como as de seu pai, a de Taylor (Stathan), etc… Todas as subtramas são rasas e bem pobres. O que isso significa? Nada.

Nada. Porque quando o tubarão aparece, lá pela última parte do filme, ele ganha aventura, ação, tensão e muita diversão, daqueles de dar risada, principalmente quando certo cachorrinho entra em cena. AI começa a valer a pena a experiência de Megatubarão, como mero entretenimento produzido com cenas de ação muito bem construídas (o que é obrigatório hoje em Hollywood com tanta tecnologia).

As cenas de ação são de fato a cereja do bolo, e a reviravolta que temos na história é bem interessante por fugir de algo que já era dado como senso comum. Sim, normalmente em filmes do gênero, ou em filmes de terror, algum personagem brinca com o fato do monstro ter morrido, e ai é surpreendido com o fato dele não ter morrido de verdade e é mais uma morte. Essa pequena subversão de Megatubarão faz o filme ganhar alguns pontos. Nada muito grandioso, mas em tempos de cinema meramente Control C + Control V, qualquer mudança é aplaudida.

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Megatubarão é uma experiência divertida, até demais para o que o filme propõe inicialmente. Mas ainda assim é uma boa pedida de diversão.

Principais informações
Data de publicação:
Título da publicação:
Crítica Megatubarão: empolgante do meio para frente
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Sobre o autor

Luis Fernando Pereira

Luis Fernando Pereira

Possui grande experiência na área de jornalismo cultural. Além de editor do site é colunista dos sites Coisa de Cinema, Midiorama e Feminino e Além. Fez parte de um dos júris do VII Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema.

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