Crítica: Tela Quente desta segunda exibe ótimo Homem-Formiga
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Crítica: Tela Quente desta segunda exibe o inédito e ótimo Homem-Formiga

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A Mula
Homem-Formiga

Homem-Formiga

Tela Quente desta segunda, dia 8 de outubro, vai exibir um dos mais engraçados filmes da Marvel: Homem-Formiga

Nesta segunda, dia 8 de outubro, a sessão Tela Quente vai exibir o inédito e ótimo Homem-Formiga.

O filme começa logo depois da novela Segundo Sol. Imperdível.

Crítica
O resultado final de Homem-Formiga já era esperado: um bom filme, que proporciona o máximo possível de entretenimento para quem assiste. Sem ser tão grandioso quanto os seus primos mais ricos, o filme de Peyton Reed entrega um bom protagonista que busca redenção para o seu relacionamento com a filha.

E quem seria este protagonista?

Bem, essa caracterização acima se encaixa nos dois principais personagens da história, os dois homens-formigas. Temos o Dr. Hank Pym (Michael Douglas), o primeiro a usar o uniforme que reduz drasticamente o tamanho do corpo que o utiliza e temos também o ladrão Scott Lang (Paul Rudd). Os dois possuem os seus problemas com as respectivas filhas. Entretanto a produção decidiu começar a contar a história da roupa/herói a partir de seu segundo Homem-Formiga. A decisão, que não traz tantos problemas, ao menos joga no espectador a curiosidade de saber como tudo começou de verdade, e talvez esta seja outra lacuna que a Marvel vá preencher mais para frente.

A introdução de Scott Lang é eficiente. Ele já é apresentado como ex-prisioneiro com dificuldades para arranjar emprego e por isso a sua situação familiar não é das melhores. Sua filha o vê como herói, mas o que ele é no momento está longe disso. Ele sabe e é por conta deste fato que toda a parte que o leva a aceitar ser o Homem-Formiga soa coerente.

Neste momento do filme já temos algumas tramas sendo desenvolvidas: a relação conflituosa entre Pym e sua filha Hope, a linda Evangeline Lilly, o nascimento do grande vilão da história, Darren Cross/Jaqueta Amarela, interpretado por Corey Stoll e Scott Lang, seja na sua vida enquanto pai momentaneamente fracassado, seja na sua relação com os seus três colegas de quarto, seja na relação com a família Pym (o pai e a filha).

A relação dele com a família Pym é a que mais interessa por agora. A tensão criada entre Scott e Hope é pontual e visa construir um romance entre eles, mas esta é uma parte pouco explorada no filme. Bem da verdade, Homem-Formiga acaba servindo mais como uma apresentação da vestimenta, principal elemento da história e a contextualização dos personagens principais e seus dramas. A mitologia mais ampla foi também trabalhada, como na cena em que Scott, já como o minúsculo herói, tenta invadir a sede dos Vingadores, e é combatido por Sam Wilson/Falcão. Vemos também a Hidra na história e o nascimento do Jaqueta Amarela. Mas estes espectros serão mais desenvolvidos a partir de agora.

Sobre o humor construído no filme, é incrível como os roteiristas conseguem sempre se superar. Escrito a oito mãos (Adam McKay, Paul Rudd, Edgar Wright e
Joe Cornish), o texto é afiado nas partes engraçadas. Aqui grande parte das sequências possuem ótimas sacadas cômicas, e, sem dúvida alguma, quem rouba a cena é Luis (Michael Peña), também, tal como Scott, ex-presidiário e um de seus amigos de quarto. Seu modo de narrar a história e de dialogar com os demais, é um dos grandes portes fortes do roteiro e que leva o espectador – muitas vezes – para a mais pura e honesta gargalhada.

Em termos de ação o filme engrena mesmo é na parte final, quando o vilão se assume como tal e todos são colocados no mesmo espaço. Ali vemos que o outro ponto forte da Marvel (a capacidade de criar cenas sensacionais de ação) é bem sucedido no que tange ao Homem-Formiga. Os efeitos especiais, que transformam meras formiguinha em personagens assustadores, são espetaculares, e vai deixar os fãs de “Querida, Encolhi as Crianças” bem felizes.

Paul Rudd, que estava meio descrente no cinema (sua entrada em Hollywood foi em grande estilo, com As Patricinhas de Beverly Hills), entrega uma atuação convincente. Muitos o imaginavam fracassando, tal como Ryan Reynolds com o seu Lanterna Verde, mas depois que o filme termina, o sentimento que temos é de gratidão, por ele ter conduzido o nosso herói diminuto de forma digna.

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