“O Dancing Brasil não é só um programa de quem dança melhor"
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“O Dancing Brasil não é só um programa de quem dança melhor”, diz Nizo Neto

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Coluna da jornalista Úrsula Neves sobre tudo que acontece no universo da cultura pop

“O Dancing Brasil não é só um programa de quem dança melhor, é um programa também de quem consegue superar a pressão psicológica”, diz Nizo Neto.

O comediante, dublador e mágico Nizo Neto, filho do humorista Chico Anysio, falecido em 2012, conseguiu um tempo livre em meio ao ritmo intenso dos ensaios do Dancing Brasil 4 para dar uma entrevista exclusiva para a Coluna Cultura Pop e Etc.

Nizo contou como surgiu o convite para entrar no programa comandado por Xuxa Meneghel, o desafio de aprender a dançar em pouco tempo, a experiência de ficar confinado ao lado da esposa, a psicóloga e sexóloga Tatiana Presser, no programa Power Couple Brasil, também da TV Record e muito mais.

Confira a entrevista!

Cultura Pop e Etc.: Como surgiu o convite para entrar na 4ª temporada do Dancing Brasil? Você aceitou na hora ou ficou em dúvida de entrar na disputa de dança?
Nizo Neto: O convite surgiu depois que eu saí do Power Couple Brasil e já vinha com uma ótima relação com a Record, vínhamos falando sobre dramaturgia e tal. E aí surgiu esse convite.  No Dancing, eu topei logo de cara! Ao contrário do Power, que eu e minha mulher demoramos quase um mês ponderando se fazíamos ou não porque o Power tem toda aquela coisa de confinamento, longe de casa com filhas pequenas, uma exposição muito maior.  Só que eu estava pensando que o Dancing era mais ou menos como a Dança dos Famosos (risos). E depois quando o contrato já estava assinado, fui dar uma olhada no programa e me assustei! Falei comigo mesmo: Cara, o que é isso!? (mais risos). Como é que eu topei fazer um negócio desse, cara? Porque é um nível muito, muito mais elevado do que a Dança dos Famosos. Mas, sinceramente, não me arrependo. Está sendo um aprendizado incrível. O programa é lindo, mas é realmente uma loucura, né? Porque o tempo que tem para ensaiar é muito pouco. E o nível da dança é diferente. No Dancing é o que a gente chama de dança esportiva internacional, não é dança de salão. É diferente. Os jurados são muito exigentes. Mas, eu estou adorando fazer! O programa é de altíssimo nível. E, sem sombra de dúvida, é o maior desafio da minha carreira.

Nizo e Tati

Nizo e Tati

Cultura Pop e Etc.: Até agora, qual foi o ritmo de dança mais complicado de colocar em prática, mais difícil de aprender?
Nizo Neto: Todas as danças são muito desafiadoras, sabe? Na primeira vez foi o foxtrot, que é uma dança mais clássica, que é tudo muito contadinho, né? Todos os passinhos são contados. Na segunda vez foi rumba, onde a Luana, que é a minha parceira, fez uma coreografia mais em cima do contemporâneo. Eu fiquei mais à vontade. E também tive uma evolução boa, porque a cada semana você vai crescendo, né? A cada semana melhoramos. Mas é difícil comparar porque são dois estilos bem diferentes. Eu acho que me saí melhor na segunda rodada. Dá para perceber que houve um crescimento grande de nota. As nossas notas melhoraram bastante. Mas é sempre um grande desafio. Tudo ali é difícil porque o Dancing Brasil é um programa que tira você totalmente da zona de conforto. Comparando os dois realitys que eu fiz na Record, embora sejam completamente diferentes, eu acho o Dancing muito mais desafiador do que o Couple.

Cultura Pop e Etc.: Durante os ensaios você trincou o ombro esquerdo. Como você está agora? Como foi o processo de modificação de parte da coreografia para a apresentação da semana passada?
Nizo Neto: Bom, na verdade eu fraturei o ombro esquerdo. Nós adaptamos a coreografia e o resultado foi ótimo. Até porque a apresentação foi muito emocional porque tinha todo aquele contexto da homenagem ao meu filho (Rian, que morreu em 2016). E a gente conseguiu um resultado muito bacana. O ombro está melhor, mas lógico que o ideal seria repouso absoluto. Mas para me tirar do palco é complicado, sabe? (risos). A Record presta uma assistência incrível com até ortopedista do Comitê Olímpico. Ele está fazendo um trabalho para que eu possa continuar no programa, mas com restrições. Não posso fazer aquelas pegadas, mas estamos seguindo em frente. O ombro está melhor, mas não estou bom ainda. Estou fazendo sessões de fisioterapia. Mas isso faz parte. Foi o que o médico falou: atletas se machucam e seguem em frente.

Cultura Pop e Etc.: Como está sendo a parceria com a Luana Zeglin, sua coreógrafa?
Nizo Neto: A parceria com a Luana está sendo incrível. Ela é uma super profissional e com muito talento. Consegue tirar o máximo de mim e tem uma paciência inacreditável! (risos). Posso dizer que fiz uma amiga.

Nizo Neto no Dancing Brasil - Foto de Edu Moraes

Nizo Neto no Dancing Brasil – Foto de Edu Moraes

Cultura Pop e Etc.: Quem você considera os concorrentes mais fortes dentro do programa?
Nizo Neto: Na minha opinião, os favoritos são a Pérola (Faria) e o Fernando. Ela já tem formação de dança e isso é uma grande vantagem. Allan (Souza) e Carol também são muito fortes, apesar de terem tirado as mesmas notas que eu na última apresentação.

Cultura Pop e Etc.: Como você avalia o seu rendimento até agora na disputa?
Nizo Neto: Acho a minha evolução bem significativa. Tenho bem mais consciência do meu corpo e pego as coreografias com mais rapidez. Mas acho que o Dancing não é só um programa de quem dança melhor. É também de quem consegue superar a pressão psicológica, que é muito grande.

Cultura Pop e Etc.: Qual a reação da família e do público nas ruas e mídias sociais em relação a sua participação no programa?
Nizo Neto: Está bem legal, com todo mundo acompanhando e torcendo! As redes sociais é aquela coisa, né? Tem muita gente má, mas posso dizer que 90% dos comentários que recebo são extremamente positivos e bastante incentivadores, as pessoas falam coisas muito legais. E na rua, a mesma coisa. Na rua, posso dizer 100%, né? Até porque hater (termo usado na internet para classificar pessoas que postam comentários de ódio) não se manifesta pessoalmente. Está sendo muito legal! Posso dizer, com certeza, que o Dancing é um divisor de águas na minha carreira, tanto como profissional como pessoa. A dança é muito transformadora, ela entra na sua vida e realmente muda você, sabe?

Cultura Pop e Etc.: Você percebe alguma perspectiva de curto ou médio prazo de um contrato com a Record?
Nizo Neto: Não existe nada formal lá sobre isso, mas a nossa relação está a melhor possível. Eles têm uma programação bastante interessante, com novelas que estão para começar a produção e, embora não tenha nada formal, eu acredito que sim. Acho que eu tenho realmente como começar uma carreira lá. E é uma oportunidade que me interessa bastante!

Cultura Pop e Etc.: Sobre o Power Couple Brasil, como você analisa a sua participação e a da sua esposa no programa?
Nizo Neto: O Power foi uma experiência incrível.  Acho que todo mundo tem essa curiosidade de estar dentro de um reality e, por incrível que pareça, o confinamento em si não é uma coisa tão “pirante” assim. O problema é você ficar longe de casa, longe das filhas pequenas. É uma situação angustiante, nesse sentido. Agora, o bom é que você meio que tira férias da vida, né? (risos) Fica ali e não tem que se preocupar com conta, com os problemas do dia a dia. É muito interessante também as provas, os desafios que você tem. Fizemos também alguns amigos. A gente se “blindou” muito com grandes amigos que fizemos, principalmente Aritana e Paulo, e Marlon e Letícia. Realmente foi muito bacana porque a gente não imagina que é possível fazer amigos de verdade lá dentro.

Nizo Neto

Nizo Neto – Divulgação

Cultura Pop e Etc.: Quais os casais que foram mais difíceis de conviver dentro da casa?
Nizo Neto: Tinha um pessoal lá dentro que se auto-intitularam “perrengue”. Na verdade, não tivemos grandes conflitos lá dentro. Foi mais quando saímos da casa e assistimos ao programa aqui fora, e vimos que tinha uma galera falando mal da gente pelas costas. O que na verdade, era uma grande infantilidade, uma grande bobagem. Mas eu não nomearia nenhum casal específico que a gente tenha se dado mal, com grandes conflitos.

Cultura Pop e Etc.: Você a sua esposa Tati fariam hoje algo diferente do que vocês fizeram dentro do confinamento do jogo?
Nizo Neto: De atitude, não. O que a gente poderia ter feito de diferente era ficar um pouco mais esperto em relação ao jogo em si, que era uma coisa que estava rolando deste o primeiro dia, essa coisa de formar grupinho, o que realmente não percebemos. Talvez tenhamos sido um pouco ingênuos, nesse sentido. Mas não nos arrependemos de nada.

E quem será que vai sair hoje no Dancing Brasil 4? Façam as suas apostas! 

 

Sobre o autor

Úrsula Neves

Úrsula Neves

Jornalista carioca, 40 anos, mãe do Heitor de 4 anos. Gerente de Conteúdo do Digitais do Marketing. Coordenadora de Projetos de Conteúdo da Web-Estratégica. Responsável pela Coluna Mãe 2.0 Beta do site Feminino e Além. Adora ler, assistir séries pelo Netflix, ir ao cinema e teatro, navegar pela internet e viajar acordada ou dormindo.

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