Crítica: “Bird Box” e a Caixa de Pássaros de Sandra Bullock
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Crítica: “Bird Box” e a Caixa de Pássaros de Sandra Bullock

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Vidro

“A presença forte e muito carismática de Bullock foi um acerto. Observar tantos estranhos comandados pelo medo e colocando tudo de pior (e por vezes melhor) para fora, é uma situação chocante”

Romance de estreia de Josh Malerman, ‘ Caixa de Pássaro’ tem uma premissa curiosa em sua simplicidade: uma mulher e duas crianças de quatro anos têm que remar por um rio até um lugar seguro. Nada de mais até aí, claro, mas a questão é que estamos em um mundo pós-apocalíptico em que a humanidade foi dizimada por algum tipo de entidade desconhecida que enlouquece as pessoas ao ponto de elas cometerem assassinatos e suicídio se ela for avistada, nem que seja por alguns segundos. Em outras palavras, Malorie e as crianças têm que desbravar o rio literalmente às cegas, com vendas nos olhos.

Quer um jeito mais complicado de alcançar um objetivo?

O resumo, bem básico, é este do parágrafo anterior. Não há muito mais que explicar sobre a historia muito bem sacada para a produção pelo streamming Netflix.  Uma Bullock com a qual não estou acostumada. Pra dentro, insensível, avessa à interação, objetiva, limitada à sua vida e ponto. Sua irmã é praticamente o único ser humano com quem ela se sente menos invadida. De qualquer forma, a atriz trouxe muita emoção  brigando consigo mesma, já que grávida, precisava lidar com seu estado, afugentar o “mal” e organizar tantos desconhecidos que a acolheram em uma casa onde ninguém tinha sido afetado.

A presença forte e muito carismática de Bullock foi um acerto. Observar tantos estranhos comandados pelo medo e colocando tudo de pior (e por vezes melhor) para fora, é uma situação chocante.  Como será o fim do mundo? Quais os horrores que passaremos para mostrar o quanto somos insuficientemente solidários ? Porque em todo trigo rola um joio, concordam? Continua a leitura

Bumblebee (2018)

Sobre o autor

Camila Botto

Formada em jornalismo com pós-graduação em mídias digitais, Camila Botto é colunista do Cabine Cultural, editora-chefe do Feminino e Além, autora do livro Segredos Confessáveis e sócia da Dendê Cult Press.

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