Crítica: Máquinas Mortais – Vale a pena assistir? Cinema 2019
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Crítica: Máquinas Mortais – Vale a pena assistir?

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Vidro

Dirigido por Christian Rivers. Roteirizado por Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson. Baseado no livro homônimo por Philip Reeve. Elenco: Hugo Weaving, Hera Hilmar, Robert Sheehan, Jihae, Ronan Raftery, Leila George, Patrick Malahide, Stephen Lang

Máquinas Mortais trata-se da história do futuro de um universo pós apocalíptico em que cidades móveis se locomovem sob quatro rodas e normalmente funcionam como predadores para caçar umas às outras, como um novo modelo imperialista de nações em busca de novas riquezas e recursos. Neste contexto, Hester Shaw (Hilmar) vai atrás de um dos maiores impérios, a cidade de Londres, para uma vingança pessoal contra um dos membros do alto escalão de seu governo.

O filme, em geral, possui um excelente argumento sobre o quanto o ser humano se tornou tão individualista a ponto de sobrepor as suas próprias ambições acima de todos. Em um contexto futurista e distópico, é evidente que ele nunca aprende com os erros do passado mesmo com tantos museus para os lembrarem dos acontecimentos que os levaram a viver nessas péssimas condições.

Máquinas Mortais

Máquinas Mortais

É uma crítica, portanto, aos modelos colonialistas e capitalistas que é exposta como um movimento cíclico que parece não ter fim e é perfeitamente relacionável com o que vivemos historicamente. No entanto, é uma pena que o longa não desenvolve essa ideia em prol de aventuras cansativas e superdramatizadas e, o novato diretor Rivers não faz o mesmo para evoluir e acaba repetindo – literalmente – todos os clichês cinematográficos existentes na história da sétima arte.

Isso porque Máquinas Mortais fracassa desde o momento da concepção de seu design de produção. Ela não se explica. Há sempre afirmações aleatórias pelos personagens da trama de como a geografia mundial mudou, mas nunca somos apresentados à deste novo. Ainda, há toda uma gama de novos povos, mitologias e universos que tampouco são explicados, como por exemplo, a origem do robô Shrike (Lang). Inclusive, a corrida colonial em que presenciamos nos trailers em que uma… Continua a leitura

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Sobre o autor

Gabriella Tomasi

Gabriella Tomasi

Gabriella Tomasi é crítica de cinema, graduanda em letras, membro do coletivo de mulheres críticas de cinema – ELVIRAS, e possui o blog Ícone do Cinema

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