Livro que virou filme: “Carol”, de Patricia Highsmith
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Livro que virou filme: “Carol”, de Patricia Highsmith

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Carol

Carol

“Enquanto Therese é aquela jovem garota, começando a vida, procurando meios de se sustentar, Carol é aquela mulher à frente de seu tempo: mãe, separada, independente”

Existem livros que a gente compra no impulso. Como eu gosto muito de ler os que viram filme antes de assistir a adaptação, corri e comprei “Carol”. Afinal, um filme com Cate Blanchett é sempre sinal de atuação fantástica e uma história imperdível. Eu estava certa.

Não tinha a mínima ideia do que se tratava e foi uma leitura que adiei, por ordem de preferência e curiosidade, até o dia que eu falei “hoje vai”.

Escrito por Patricia Highsmith, tendo sua primeira publicação em 1952, o livro narra o romance proibido entre Carol e Therese. Sim, duas mulheres. O que faz parte do nosso cotidiano (apesar de todo o preconceito que ainda existe), na época causou alvoroço. Para mais impacto na sociedade, há uma grande diferença de idade entre as duas personagens.

Elas se conhecem no fim de ano, quando Therese trabalha temporariamente numa loja de departamentos e Carol entra para comprar um presente para a sua filha. A vendedora fica encantada com a mulher que entra na loja. Aquela coisa de “meu Deus, quem é essa mulher?”, sabe? Você consegue sentir o que a personagem vivencia, porque Patricia nos passa tudo através de sua escrita. Ou seja: você também se encanta por Carol.

Enquanto Therese é aquela jovem garota, começando a vida, procurando meios de se sustentar, Carol é aquela mulher à frente de seu tempo: mãe, separada, independente. O tipo de mulher que choca o meio em que vive, mas que conquista qualquer pessoa por sua autenticidade. Um total de zero queixas sobre essa mulher… Continua a leitura

Sobre o autor

Camila Botto

Formada em jornalismo com pós-graduação em mídias digitais, Camila Botto é colunista do Cabine Cultural, editora-chefe do Feminino e Além, autora do livro Segredos Confessáveis e sócia da Dendê Cult Press.

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