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Crítica “Hanna”: série sai do cinema, e ganha atmosfera mais sombria

Hanna
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Tudo bem que o filme “Hanna” continua insuperável, mas a série carrega consigo alguns méritos próprios, incluindo ai uma atmosfera bem sombria

Nesta sexta a Amazon Prime estreia a sua tão aguardada série “Hanna”, resultado da adaptação do tenso filme de 2011, que trazia Saoirse Ronan (a menina de Lady Bird) no papel de Hanna. O filme, que se transformou numa espécie de futuro clássico, é o ponto de partida para a série.

Analisando os primeiros episódios, podemos perceber que o fato de ser seriado, e de possuir ao menos mais umas quatro horas a mais em relação ao filme, faz de Hanna, a série, um projeto um pouco mais arrastado e com um pouco menos daquela pegada de adrenalina total do filme.

Em contrapartida o clima, mais soturno e sombrio, se mostra mais constante na série, sobretudo no episódio de estreia, ambientado na floresta em uma área gélida de algum país europeu. Esta atmosfera, a atmosfera em que somos apresentados a Hanna, é um dos elementos mais interessantes da série neste primeiro episódio.

A menina, Interpretada por Esme Creed-Miles, não tem a mesma estrela de Saoirse (por enquanto), mas consegue entregar uma Hanna treinada para matar mas com uma vontade gigante de desbravar o mundo e conhece-lo. Logo no episódio de estreia vemos esta dualidade, com ela em constante treinamento para se transformar numa máquina mortal, mas também em diálogos com o garoto na floresta, mostrando interesse pelo que existe fora daquele seu mundo.

Como em todos os filmes e séries do gênero, fica provado que o lado emocional de uma personagem como Hanna é o que atrapalha em sua missão. Foi a partir de seu envolvimento emocional que a trama acabou por andar e Hanna foi capturada pela CIA. Será a partir desta captura que a série promete ganhar ainda mais tensão, afinal de contas, Hanna foi programada para matar todos os envolvidos na morte de sua mãe, e estes são todos da inteligência americana.

Hanna
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A série promete também outro embate, desta vez entre os adultos. O pai de Hanna, Joel Kinnaman, e a agente da CIA, Mireille Enos. Aqui temos um retorno desta parceria que deu muito certo em uma das séries mais soturnas da história recente da televisão, a ótima The Killing.

Os dois, que já protagonizavam The Killing, agora dividem com Hanna a função de eixo principal da série, que durante a temporada vai mostrar muita ação, suspense, e promessas de reviravolta, já que nem tudo que foi mostrado no primeiro episódio condiz com o que será revelado nos próximos.

“Hanna” é uma ótima opção para os amantes de séries de ação e espionagem, mas o fato de ter saído de um filme tão bom não conta tão a favor, pois quando comparamos com a versão cinematográfica, percebemos que o filme ainda nos aparece como algo muito melhor.

Hostinger

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