Rio de Janeiro recebe o premiado espetáculo As Quatro Direções do Céu
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Rio de Janeiro recebe o premiado espetáculo As Quatro Direções do Céu com ingressos gratuitos

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Feminino e Além
“Os quatro personagens migram para uma nova cidade. Eles portam, cada um, uma direção do céu. A Mulher do Leste traz neve e gelo; o Homem do Norte, a chuva; a Jovem do Oeste, o vento; e, o homem do Sul, traz a neblina”
O Teatro Poeira, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, recebe nos dias 4, 5, 6 e 7 de abril, “As Quatro Direções do Céu”, montagem inédita no Brasil de Die Vier Himmelsrichtungen, peça de Roland Schimmelpfennig, autor contemporâneo alemão mais representado no mundo, dirigida pelo gaúcho Camilo de Lélis, diretor que mais encenou textos alemães no Brasil, com elenco formado por Diogo Cardoso, Maira Cibele, Renata de Lélis e Tiago Contte. Esta montagem é a primeira tradução do texto alemão para o português. Todas as apresentações no Teatro Poeira serão com ingressos grátis. Com distribuição de senhas duas horas antes do início de cada sessão.

Na peça, o destino apontado pelas quatro direções do céu define o percurso de quatro personagens, numa fábula em que os acontecimentos se repetem e se complementam sob diferentes perspectivas. Um homem forte sofre um acidente com seu caminhão, abandona a carga e ruma para uma vida melhor. Um homem pequeno encontra a carga na beira da estrada e, com o achado, vê-se diante de uma nova existência. O acaso interliga essas duas pessoas para sempre. Ambos se apaixonam por uma jovem mulher – uma garçonete, cujos cabelos encaracolados evocam o mito da Medusa. Apenas madame Oiseau, a cartomante – com visões do futuro – sabe que eles caminham numa direção, onde um pode se tornar o destino do outro. No entanto, ela não consegue enxergar o seu próprio futuro.

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Os quatro personagens migram para uma nova cidade. Eles portam, cada um, uma direção do céu. A Mulher do Leste traz neve e gelo; o Homem do Norte, a chuva; a Jovem do Oeste, o vento; e, o homem do Sul, traz a neblina. Essas quatro figuras fantásticas se encontram em um ambiente fantasmagórico.A encenação apresenta o tempo presente, porém a narrativa aponta para o passado, remetendo a uma fantasia cinematográfica, literária e poética. Uma cidade onde quatro personagens chegam em busca de algum sentido para sua existência. Porém a ação já ocorreu, pois está sendo contada, desconstruída e remontada à medida que os atores vivem e revivem, ou repetem vivências já acontecidas ou imaginadas a partir de sua narrativa. A ideia metafísica que a peça propõe, através da visão de uma pitonisa – Madame Oiseau – é sobre o destino de algumas pessoas. Então o elemento onírico e/ou sonambúlico desestabiliza a noção de um contexto histórico real, de uma época palpável ou de um espaço onde ocorram ações concretas.

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As Quatro Direções do Céu

As Quatro Direções do Céu

O cenário é constituído por fardos de latas de alumínio compactadas e diversas latas de alumínio espalhadas pelo palco. Inspirado nos circos mambembes, há uma lona no palco, remetendo à arena e ao picadeiro. O figurino é realista no sentido de descrever profissões, pois o trabalho é um referencial importante nessa obra dramática. Os personagens chegam a uma cidade em busca de trabalho e de uma vida melhor para realizar seus sonhos: uma garçonete, uma vidente, um palhaço, um assaltante entre outros, se vestem de acordo com essas referências. A iluminação faz diversos cortes de tempo/espaço para acelerar ou retardar o ritmo da narrativa e, principalmente, cria efeitos de ilusionismo que, por vezes, afasta a noção de realidade. A trilha sonora tem por característica uma mescla estética entre teatro, circo e cinema, com melodias de clima emocional, circences, baladas etc.

O espetáculo arrebatou público e crítica especializada em sua estreia em Porto Alegre, em 2015. No 10º Prêmio Braskem em Cena 2015, levou os troféus de melhor espetáculo (júri oficial) e melhor direção. No Prêmio Açorianos de Teatro 2015 venceu nas categorias melhor ator coadjuvante (Tiago Contte) e melhor espetáculo pelo júri popular. Em 2018, o espetáculo foi contemplado pelo edital do Pró-Cultura RS FAC, através da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, e com este financiamento fará, em 2019, a circulação nacional pelas cidades do Rio de Janeiro (Teatro Poeira) e São Paulo (Teatro de Conteiner Mungunzá), no mês de abril.

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Todas as apresentações no Teatro Poeira serão com ingressos grátis. Com distribuição de senhas duas horas antes do início de cada sessão.
Confira o trailer do espetáculo:

Ficha técnica

Autor: Roland Schimmelpfennig
Diretor: Camilo de Lélis
Tradução: Herta Elbern
Elenco: Diogo Cardoso, Maira Cibele, Renata de Lélis e Tiago Contte
Direção de Produção: Das Gurias Produções Culturais
Produção Executiva: Maira Cibele e Renata de Lélis
Produção Técnica: Natalia Lebeis
Iluminador: Fernando Ochoa
Trilha Sonora: Antonio Villeroy
Cenografia: Felipe Helfer
Figurino: Renata de Lélis
Produção Audiovisual: Edu Rabin e Renata de Lélis
Edição de Videos: Eduardo Essarts
Fotos: Edu Rabin
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Apoio Administrativo/Contador: Mari Vieira
Realização: Cia Face e Carretos

Serviço
Local: Teatro Poeira, Rua São João Batista, 104, Botafogo, RJ.
Tel.: 21 2537-8053
Temporada: dias 4, 5, 6 e 7 de abril de 2019.
De quinta a sábado às 21h, domingo às 19h.
Únicas apresentações
Ingressos gratuitos
80 minutos
12 anos
Drama

Sobre o autor

Úrsula Neves

Úrsula Neves

Jornalista carioca, 40 anos, mãe do Heitor de 4 anos. Gerente de Conteúdo do Digitais do Marketing. Coordenadora de Projetos de Conteúdo da Web-Estratégica. Responsável pela Coluna Mãe 2.0 Beta do site Feminino e Além. Adora ler, assistir séries pelo Netflix, ir ao cinema e teatro, navegar pela internet e viajar acordada ou dormindo.

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