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Em walking tour, guia de turismo mostra como o mercado livreiro carioca influenciou a vida cultural no Brasil

Juliana Fiuza Lincoln Menezes - walking tour
Juliana Fiuza Lincoln Menezes

Para quem mora ou vai estar passando pelo Rio de Janeiro nesta sexta-feira, dia 31 de maio, eis aqui uma dica cultural que realmente vale a pena. E quase de graça! Juliana Fiúza, do Papo de Guia, vai promover um walking tour pela capital da literatura brasileira: o Centro do Rio.

O walking tour “Revelando um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés” vai levar os participantes pelos principais marcos livreiros da Cidade Maravilhosa. Muitos desconhecem, mas a origem dos sebos é a origem das livrarias no Rio de Janeiro, que começaram no período colonial. Era comum que as pessoas encomendassem livros aos seus parentes que viajavam de Portugal para o Rio, quando não possuíam um, recorriam à figura do livreiro viajante, que trazia os livros e vendia por toda a colônia. A origem da palavra sebo possui inúmeras versões, a mais conhecida e aceitada é que seria uma metonímia sobre livros que são muito manuseados ficarem ensebados.

“Recebi um folheto com a referência de todos os sebos e livrarias do Rio, alguns eu não conhecia, mesmo frequentando mensalmente a maioria deles. Como já faço inúmeros passeios no meio literário, resolvi criar um que falasse dos sebos e das livrarias, sem excluir os cafés que coexistem em algumas. A pesquisa se concentrou então e livros escritos por cronistas, como João do Rio, Luís Edmundo, Machado de Assis e Lima Barreto, que se preocuparam em registrar o Rio e sempre abriam um espaço para a literatura. Artigos acadêmicos também foram essenciais”, conta a guia de turismo.

O tour terá a concentração inicial no Theatro Municipal e passará pelos principais sebos da cidade: Academia do Saber, Letra Viva e Antiqualhas. E também pelas maiores e mais antigas livrarias alternativas: Folha Seca e Leonardo da Vinci. Durante o passeio, os participantes podem comprar livros, conhecer os acervos, as histórias da literatura e das livrarias no Brasil, além de tomar um café caprichado.

Mesmo em tempos de muitas livrarias fechando em todo o país, principalmente no Rio de Janeiro, Juliana Fiúza lembra que ainda existem grandes livrarias independentes, como as famosas Folha Seca e Leonardo da Vinci. Mas conversando com donos dos sebos, a visão foi a mesma que a dela: que a crise no mercado editorial afeta também os sebos. Sem pessoas escrevendo novos livros, quem irá vendê-los quando ficarem usados?  “Uma forma de diferenciar o serviço foram os cafés, além das livrarias passarem a sediar eventos e palestras. Ter uma presença na rede social com conteúdo atrativo também é um diferencial”, analisa a guia de turismo.

Juliana Fiúza acredita que a realização desses passeios ajuda a atrair mais leitores e incentivar a leitura em tempos de crise. “Faço diversos roteiros na área de literatura, como Machado de Assis, Lima Barreto, o Rio Literário, que fala sobre os escritores e a trajetória da literatura brasileira. Agora criei o das livrarias e sebos, que não conta só com o roteiro do centro, criei também para Botafogo e Catete. São roteiros interativos e que criam conexões emocionais com os participantes, despertando o interesse por um escritor ou obra”, conta animada.

Serviço:
Revelando um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés
Data: 31 de maio, sexta
Horário: 15h (duração de três horas)
Guia de Turismo: Juliana Fiúza
Sugestão do que levar: água, sapatos e roupas confortáveis
Valor: Contribuições a partir de R$10. É possível pagar em dinheiro e cartão de crédito ou débito. Em caso de contribuição acima de R$20, é possível parcelar o valor.

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