Crítica “X-Men: Dark Phoenix” – Vale a pena assistir?

“X-Men Dark Phoenix”
“X-Men Dark Phoenix”

“Seus antagonistas principais, inclusive, eram variações dos dois líderes negros de então, sendo Charles Xavier uma representação da paz sem violência pregada pelo Dr. King e Eric Lehnsherr, o Magneto”

Por João Paulo Barreto

Resumir a criação dos X-Men tanto nos quadrinhos da Marvel Comics quanto nas suas adaptações para o cinema como simples aventuras maniqueístas de super-heróis contra vilões com ímpetos de dominação mundial é soar bastante reducionista. Tendo sua gênese baseada nos escritos e desenhos oriundos das mentes de Stan Lee e Jack Kirby nos anos 1960, período no qual questões políticas voltadas para discussões raciais eram evidentes, e o pensamento de nomes como os de Malcolm X e Martin Luther King dividia grupos de suporte às causas, os dois autores inseriram em seus personagens mutantes dramas que se assemelhavam aos mesmos que se evidenciavam e se agravavam a cada dia nos Estados Unidos de então (e nos de hoje, com um xenofóbico racista ocupando a Casa Branca, ainda mais).

Seus antagonistas principais, inclusive, eram variações dos dois líderes negros de então, sendo Charles Xavier uma representação da paz sem violência pregada pelo Dr. King e Eric Lehnsherr, o Magneto, um espelho do direito de defesa através do uso da “inteligência pela violência” que Malcolm X pregava. Assim, quadrinhos que pareciam simplistas em seus arcos originais de então (convenhamos, eram um tanto simplistas em certos pontos de suas narrativas, de fato), escondiam uma discussão muito maior que ilustrava a importância de se discutir o racismo como uma chaga aberta na sociedade.

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Porém, a discussão social dentro dos quadrinhos dos X-Men só se tornou mais palpável a partir do momento em que nomes como os de John Byrne e Chris Claremont assumiram seu título nos anos 1970, e seguiram durante a década seguinte, quando histórias como Deus Ama, O Homem Mata, que serviu como pano de fundo para o filme de 2003; Dias de um Futuro Esquecido, também adaptada para o cinema; e A Saga da Fênix Negra¸que agora chega às telas, foram escritas. Continua a leitura

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