Crítica: Annabelle 3 – De Volta para Casa

Annabelle 3
Annabelle 3

Dirigido e roteirizado por Gary Dauberman. Elenco: McKenna Grace, Madison Iseman, Katie Sarife, Patrick Wilson, Vera Farmiga, Steve Coulter, Michael Cimino

Annabelle faz parte de um grande universo baseado nos casos sobrenaturais vivenciados pelos demonólogos Ed e Lorraine Warren. Os eventos deste filme, por sua vez, dão continuidade ao retorno do casal para sua casa com a boneca a fim de guardá-la junto com os demais objetos amaldiçoados para que estejam longe do alcance das pessoas. Isso, até alguém deixar ela sair.

Nesta sequencia temos um roteiro muito mais simples e ao mesmo tempo funcional, nos sentido em que todos os elementos apresentados no início desempenharão um papel importante no desenvolvimento e desfecho da narrativa.

Mas o enredo é mais simples aqui. São pessoas que ficam presas em uma casa, vítimas dos atos da demoníaca boneca que, para os fãs da franquia, já sabem que ela quer uma alma.

Assim sendo, o roteiro de Dauberman se concentra mais nos elementos do horror e como trabalhar eles do que propriamente contar com informações. Portanto, temos um filme que experiência e celebra seu próprio gênero sem necessariamente um propósito maior por trás disso, o que é um ponto positivo. Afinal, quem já está bem familiarizado com a franquia, conhece bem sua história, sem que isso prejudique quem está vendo pela primeira vez.

Neste contexto, o diretor nos entrega planos e enquadramentos maravilhosos, como por exemplo, o tributo a Cujo de Stephen King quando a pequena Judy se vê presa dentro de um carro, a sequencia em que Mary Ellen (Iseman) corre pelos corredores da casa em plano plongée criando a sensação de que ela está sendo observada e perseguida de cima, a transformação de boneca em demônio na parede que é magnífica, entre outros elementos que fazem deste um filme de terror bastante eficaz. A pacata casa do casal Warren em um pacato subúrbio, por conseguinte, se transforma em uma típica casa mal assombrada de um parque de diversões – no bom sentido!

Outro ponto positivo certamente é a edição de som que usa e abusa do silêncio, inclusive como um recurso de isolamento para certos personagens. O maior exemplo disso é a sequencia de quanto Mary Ellen bate na porta do quarto da Judy (Grace) e, esta, totalmente isolada acusticamente sequer tem noção do que está acontecendo. O mesmo volta a se repetir quando Mary Ellen emerge nos horríveis atos perpetrados pelo Samurai.

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No entanto, o filme é prejudicado pelo próprio suspense das cenas, ou seja, algumas demoram mais do que o necessário para manter um suspense que muitas vezes não concretiza. Em outras palavras, Dauberman estende por muito tempo cenas que poderiam e não precisariam se estender por tanto tempo.

Isso diminui o impacto das cenas subsequentes já que o recurso é repetido algumas vezes e portanto o recuso se torna quase previsível. Além disso, muitas das entidades que são despertadas aparecem e desaparecem quando conveniente sem muita explicação sobre eles, como a Noiva, o lobisomen e uma rápida apresentação do Samurai, o que não acontece com o Barqueiro por exemplo.

Mesmo com seus defeitos e mesmo não sendo tão aterrorizador, Annabelle 3 diverte e se torna o melhor filme de sua sequencia até o momento.

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