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Crítica “Rainhas do Crime”: vale a pena assistir?

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Rainhas do Crime
Rainhas do Crime

Dirigido e roteirizado por Andrea Berloff. Elenco: Melissa McCarthy, Tiffany Haddish, Elisabeth Moss, Domhnall Gleeson, Common, James Badge Dale, Margo Martindale, Jeremy Bobb, Brian d’Arcy James

Neste longa metragem dirigido por Beloff, temos uma trama baseada nas histórias em quadrinhos da DC, na qual três donas de casa precisam sobreviver, após seus respectivos maridos terem sido presos pelo FBI, no bairro noiva-iorquino da década de 78 chamado Hell’s Kitchen, onde a máfia de migrantes é crescente nos Estados Unidos.

O enredo, portanto, era uma excelente oportunidade para desenvolver um empoderamento feminino ao observar as protagonistas superarem os próprios estereótipos do mundo machista: Kathy (McCarthy) como a típica dona de casa que se encarrega da criação dos filhos; Claire (Moss), a qual sofre de abusos físicos e psicológicos e; Ruby (Haddish) a qual sofre o racismo do próprio esposo e sogra. E nada mais apropriado do que levantar estas questões no século XXI.

O filme tem alguns momentos interessantes no que diz respeito à sua fotografia, a qual acompanhada com o trabalho de figurino cria uma narrativa que merece destaque. No início, percebemos que as três atrizes se vestem em cores pálidas, melancólicas, como tons de bege e azul, ou seja, tons sem vida para demonstrar a situação em que se encontram. A partir do momento que começam a ganhar poder, a fotografia ao redor ganha mais vida, mais luminosidade do sol e, por conseguinte, suas roupas ganham tons mais vivos e femininos como o rosa, por exemplo.

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Embora rotulado como um drama de crime ou até mesmo “gangster”, o longa falha incrivelmente a fazer jus ao gênero a que se propôs executar, pelo fato de que nenhuma das cenas possuem o impacto que deveriam ter. Este aspecto é minimizado justamente por uma montagem e edição que falha em contar uma história, cuja narrativa concede espaço suficiente para que as três personagens possam se desenvolver melhor, prejudicando o resultado final da obra. Outro exemplo disso é um mistério em torno da confiança em relação ao personagem de Domhnall Gleeson acerca de suas intenções que é mencionada, mas jamais efetivamente resolvida.

Neste sentido, infelizmente, o trabalho de três talentosíssimas atrizes, sem falar do elenco de apoio que vem em peso, é completamente desperdiçado por uma narrativa mal conduzida, fazendo inclusive com que a mensagem sobre a filosofia feminista se perca. Em outras palavras, o desejo de vingança que permeia muito das condutas das personagens parece ganhar mais destaque do que o próprio machismo que desejam combater, fazendo com o que a própria conduta criminosa e duvidosa que assume se justifique. É só observar como o longa gasta literalmente 3 segundos para mostrar o empenho em tirar prostitutas das ruas, dando outros tipos de oportunidade, um aspecto que merecia muito mais atenção na minha opinião.

Rainhas do Crime é, portanto, mais um filme falho que no final as costas, é fraco, chato, entediante e transparece uma ideia equivocadíssima do que seria o movimento feminista.

Hostinger

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