Crítica Era uma vez… em Hollywood: será o filme do ano?

Crítica Era uma vez... em Hollywood
Crítica Era uma vez… em Hollywood

“Não é novidade o fato de que a cinefilia de Tarantino é o que o estimula na criação de seus roteiros. Seja na oportunidade de escalar heróis de sua juventude como Pam Grier”

Por João Paulo Barreto

Em determinada passagem de Easy Riders, Raging Bulls, definitivo relato da Hollywood no período que se estende entre 1969 e 1980, o autor Peter Biskind aborda o final dos anos 1960, após o assassinato de Sharon Tate, grávida de oito meses, e de mais três de seus amigos, em uma casa em Beverly Hills, em agosto de 1969. Seu resumo, apesar de macabro, define bem a atmosfera de realidade amarga deixada pela Família Mason e seus crimes. Lá, Biskind escreveu: “Havia uma sensação de final, de que uma Era estava terminada. De que as pessoas haviam se dado bem por um tempo e que, para quem tinha inclinações apocalípticas, o Anjo da Morte não tardaria a colocar tudo em seus devidos lugares”.

Apesar do peso profundo em sua base histórica, sabendo que os crimes cometidos pela gangue de Mason são o pano de fundo de Era uma vez… em Hollywood, o diretor e roteirista  Quentin Tarantino não deixou que tal atmosfera perpetrasse seu novo trabalho de maneira a torná-lo fúnebre ou desrespeitoso com a memória das vitimas. Pelo contrário. Ao final, a beleza triste e pesarosa deste seu nono longa é o que faz o seu público respirar profundamente após a catártica vingança que ele insere em sua reimaginação da História.

Leia também

Sexo, moda, comportamento, no Feminino e Além
Guia de filmes para passar no ENEM e em vestibulares
Lista de filmes que falam sobre Ética e moral
Os 10 filmes românticos mais assistidos no Brasil
10 livros incríveis para o homem moderno
Programação de cinema da Rede UCI Orient

Não é novidade o fato de que a cinefilia de Tarantino é o que o estimula na criação de seus roteiros. Seja na oportunidade de escalar heróis de sua juventude como Pam Grier, Sonny Chiba e David Carradine, ou, ainda, na ousadia precisa de reescrever a história de maneira mais justa e catártica como fez em Bastardos Inglórios e em Django Livre. Dessa vez, porém, o destaque que essa cinefilia possui na criação de seu novo roteiro torna a imersão, aqui, um exercício de conhecimento do cinema e da cultura pop como um todo nos anos… continua a leitura

1 comentário

Clique aqui e comente

Deixe uma resposta

  • Bem, o que mais me cativou – e realmente clamou pela minha atenção no filme – foi a visão da gente “de bem” interpretada pelos dois amigos e da gente “riponga” interpretada pelos hippies, neste desfilar de histórias entremeadas – algumas verídicas e outras ficcionais – do genial diretor. O ator desiludido com sua trajetória incendeia uma atacante do grupo de Manson quase sem querer e o aparentemente tranquilo amigo em realidade é atroz em sua violência e oposição massacrante a tudo aquilo que ele vê como confronto. Portanto, há uma enorme crítica nada velada a tudo que é hollywoodiano e rico – o dito mundo dos bons – e a tudo que é contra o sistema e pobre (o mundo hippie de 1969). Na violência final confrontada, recontando a história da família do Rancho Spahn, Sharon Tate acaba revivida e Dalton sente-se melhor como ator reconhecido ao menos por ela. E toda a nostalgia melancólica de época é aqui bem retratada e recontada pelo cineasta. Recomendado, um nove merecido!

Assista ao trailer

(Des)encontros

Assista ao trailer

Divaldo - O Mensageiro da Paz

Assista ao trailer

Vision

Assista ao trailer

IT - Capítulo 2

Assista ao trailer

Nada a Perder 2

A melhor hospedagem

Hostinger