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“Cazuza pro dia nascer feliz – O Musical” estreia, com novo elenco, dia 30 de agosto, no Teatro Riachuelo, Rio de Janeiro

Cazuza - Foto de Bruno Lemos
Cazuza – Foto de Bruno Lemos

Assistido por 200 mil pessoas, o musical volta ao Rio de Janeiro, agora com novo elenco e estreia, para uma curta temporada de 2 semanas, no dia 30 de agosto, no Teatro Riachuelo. O espetáculo reúne alguns dos maiores clássicos de Cazuza, tanto em carreira solo, quanto com a banda Barão Vermelho, como “Pro Dia Nascer Feliz” e “Codinome Beija Flor”. Estão também presentes no roteiro os hits ‘Bete Balanço’, ‘Ideologia’, ‘O Tempo não para’, ‘Exagerado’, ‘Brasil’, ‘Preciso dizer que te amo’ e ‘Faz parte do meu show’, além de reservar espaço para composições de Cazuza que ele nunca chegou a gravar, como ‘Malandragem’, ‘Poema’ e ‘Mais Feliz’.

“Não quero que me imitem. Não quero ninguém atrás de mim. Tenho muito medo de ser porta-voz de qualquer coisa”.  Nesta declaração de 1988, Cazuza já profetizava o inevitável. O talento instintivo e avassalador, o temperamento explosivo, a linguagem única e libertária, fizeram dele um ícone sem precedentes na cultura contemporânea produzida no Brasil. Muito mais do que isso: ainda que à revelia foi, mesmo sem pretender sê-lo, o grande cronista da juventude brasileira dos anos 80. Morto em 1990, aos 32 anos, no auge da carreira, foi alçado ao precoce e definitivo mito no imaginário brasileiro. A peça está atualmente em cartaz em São Paulo.

Para a construção do texto, Aloísio de Abreu partiu das conversas com pessoas próximas a Cazuza e fez uma ampla pesquisa para a criação da estrutura dramática do espetáculo. “Apesar de frequentar os mesmos lugares, eu não conhecia o Cazuza. Entretanto, sempre tive uma profunda identificação com a obra dele, que tem um quê de crônica da nossa época, revelando de forma rasgada comportamentos típicos dos jovens que todos éramos nos anos oitenta”, explica Aloísio.

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Como a vida do personagem foi curta e ao mesmo tempo muito intensa, o autor procurou contar a história de forma ágil, avançando sempre a partir dos momentos de virada na carreira e na vida dele: a descoberta do teatro, o gosto pelo rock, o momento em que resolve cantar, montar uma banda, se profissionalizar, o estouro, as brigas, a mudança no estilo de sua obra, o estrelato solo, a descoberta da doença e a urgência poética no fim das forças. “As músicas se inserem quase como parte do texto. Estrutura de musical mesmo. Claro que tem momento show, mas a trajetória do Cazuza é contada através das letras e da poesia dele. Tudo no texto ‘faz parte do show’“, complementa.

A montagem deu continuidade à pesquisa desenvolvida pelo diretor João Fonseca de uma cena musical brasileira mais despojada e teatral. “Este espetáculo é mais um passo do trabalho que comecei com ‘Gota d’água’ e que culminou no ‘Tim Maia’. É uma nova possibilidade de desenvolver e aperfeiçoar uma linguagem muito autoral de musical iniciada há alguns anos”. O diretor conta que os depoimentos de Lucinha Araújo foram fundamentais na estruturação cênica do espetáculo: “A partir das lembranças dela, vamos conhecendo a vida e a obra desse artista e, tal como sua obra, a peça alterna momentos exagerados e de puro rock’n’roll a momentos mais intimistas e delicados”, finaliza.

Um amplo trabalho de pesquisa também foi essencial para a concepção musical do espetáculo. Os diretores musicais Daniel Rocha e Carlos Bauzys conceituaram a sonoridade em diferentes situações: Barão Vermelho não produzido; a gravação do primeiro disco; e depois do sucesso, já consolidados. A banda solo de Cazuza também é reproduzida com fidelidade. “Adaptar a obra dele tornando-a cênica e, ao mesmo tempo empolgante e reconhecível ao público, foi nosso maior desafio”, define Daniel.

FICHA TÉCNICA:

Texto de Aloísio de Abreu

Direção Geral João Fonseca

Direção Musical Daniel Rocha

Coreografias Alex Neoral

Cenário Nello Marrese

Figurino Carol Lobato

Design de luz Daniela Sanches e Paulo Nenem

Design de som Gabriel D´Angelo

ELENCO:

Osmar Silveira – Cazuza

Susana Ribeiro – Lucinha Araújo

Marcelo Varzea – João Araújo

Fabiano Medeiros

André Dias

Carolina Dezani

Carlos Leça

Igor Miranda

Dezo Mota

André Viéri

Fabiana Tolentino

Philipe Carneiro

Bruno Narchi

Oscar Fabião

Matheus Paiva

Pamella Machado

SERVIÇO:

30 de agosto a 8 de setembro

Local: Teatro Riachuelo (Rua do Passeio, 38/40 – Centro, Rio de Janeiro).

Telefone: (21) 3554-2934.

Horário: Sextas e sábados, 20h | Domingo, 19h.

Ingressos: Plateia Vip R$150 | Plateia R$ 130 | Balcão Nobre R$110 | Balcão R$50.

Duração: 165 minutos.

Classificação: 14 anos.

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