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Crítica: Tela Quente (23/9) exibe Esquadrão Suicida, com Margot Robbie

Esquadrão Suicida
Esquadrão Suicida

Tela Quente desta segunda, dia 23 de setembro, vai exibir um dos filmes mais comentados de 2016, com críticas diversas

Nesta segunda, dia 23 de setembro, a sessão Tela Quente vai exibir um dos filmes mais falados de 2016. Esquadrão Suicida, com um elenco espetacular, tinha tudo para ser um dos grandes filmes do ano, mas as críticas que seguiram ao lançamento foram mistas. O filme começa depois da novela A Dona do Pedaço.

Quem for assistir ao filme nesta noite terá mais uma oportunidade para decidir: é bom, ruim, mais ou menos ou indiferente?

Crítica
O filme começa no momento em que “Batman Vs Superman – A Origem da Justiça” termina. Tentando evitar que todos os eventos deste filme voltem a acontecer, Amanda Waller (Viola Davis) propõe um plano ao governo americano de juntar os “piores dos piores” vilões para combater….forças sobrenaturais?

Assim, ela seleciona o Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Diablo (Jay Hernandez), Magia (Cara Delevingne), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Bumerangue (Jai Couryney) junto ao melhor soldado dos Estados Unidos Rick Flag (Joel Kinnaman – e sim, obviamente o sobrenome significará bandeira) e Katana (Karen Fukuhara) para formar o então Esquadrão Suicida.

Alguns pontos dos filmes funcionaram bem, como o figurino e a maquiagem que são ótimos e os efeitos visuais que foram bem feitos, com ressalva para a cena final da personagem Magia, que ficou muito computadorizada e dá uma impressão artificial.

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Ainda assim, o roteiro é problemático. O primeiro ato começa muito longo, muitas informações ao mesmo tempo. Ou seja, o filme demora muito tempo para apresentar e juntar os personagens (além do tolerado) e isto prejudicou o tempo do terceiro ato.  Sequencias de flashbacks explicativos que também foram introduzidos durante o filme em uma montagem que não contribuiu em nada para a narrativa.

Após o recrutamento de todos, tudo fica mais confuso ainda. De repente, Magia (Delevingne) se rebela para…destruir o mundo? O seu objetivo com a destruição de todos não fica claro. Então, todo mundo interrompe o que estava fazendo inicialmente para derrotá-la.

Em relação aos personagens, as histórias de alguns praticamente não foram desenvolvidas, deixando eles no esquecimento. É natural que um ou outro tenha maior destaque, mas não houve um equilíbrio. Magia, por exemplo, merecia ter também um desenvolvimento mais sólido (e mais lógico), até porque ela tem relativa importância no desfecho.

Além disso, apesar do filme tratar sobre “vilões”, essa noção, repetidamente reafirmada no filme, se perde devido ao sentimentalismo exacerbado. Não há nada de sombrio. Smith demonstra muito do seu lado humano e sua linguagem corporal indica que ele é tudo menos uma pessoa ruim, ou, ainda, Alerquina (= retrato de um machista): apesar de um trabalho competente de Robbie, o roteiro lhe conferiu a personalidade mais submissa de todas, sempre sujeita ao Coringa, sem independência ou caráter próprio, cujos desejos residem em ser esposa dona de casa em um subúrbio (Sério mesmo?). E tudo isto sem qualquer representação significativa de “maldade” ou de “perversidade”, ou outra coisa de interessante, em relação aos demais personagens (tampouco do Coringa – Jared Leto).

Já a trilha sonora, metade do filme tem músicas aleatórias e diferentes a cada cena. Abruptamente, começa a outra metade do filme só com trilha composta que também não colaborou com a narrativa. O resultado, é a sensação de que a música é algo que não faz parte da composição do filme.

Em termos de direção e fotografia, as cenas, além de serem muito rápidas, deixam de provocar qualquer sentimento de urgência, medo, ou perigo iminente no espectador. Por exemplo, a cena quando Waller (Davis) mata sua equipe inteira é vazia e sem qualquer efeito. A cena em que o Pistoleiro (Smith) atira sucessivamente em criaturas inimigas também é desprovida de qualquer emoção ou impacto que um filme de ação deveria provocar.

Por fim, a utilização do 3D, infelizmente, não teve qualquer razão de existir (meramente comercial), quando poderia ser muito bem aproveitado em diversos momentos.

Pois bem. Devo dizer que o filme tinha um potencial enorme, mas o resultado final, infelizmente, deixou muito a desejar.

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