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Viúva Negra e Os Eternos: 2020 trará mais super-heróis representativos

Scarlett Johansson como Viúva Negra
Scarlett Johansson como Viúva Negra

Hollywood, a Marvel e a DC abraçam negros, mulheres, portadores de deficiência e a comunidade LGBT

Depois do sucesso de Capitã Marvel e Pantera Negra, a Marvel traz em 2020 outras produções representativas de segmentos da sociedade: Viúva Negra, Falcão e Soldado Universal e Os Eternos, este último protagonizado pelo primeiro personagem gay da empresa e com a participação de um personagem surdo. Em 2021, a Marvel lança seu primeiro super-herói americano com origem asiática, que deve estrelar o filme Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. Warner e DC Comics não ficam atrás na preocupação com uma maior e melhor representatividade. Este ano, Aves de Rapina, da DC Comics, reúne cinco mulheres para defender Gotham City de um vilão. Também haverá a estreia de Mulher Maravilha – 1984.

Filmes de heróis são a identidade do cinema de grande circulação da última década. Em termos mercadológicos, apesar de serem filmes de altíssimo custo, geraram, quase sempre, lucro gigantescos.

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Agora, esses filmes tentam deixar de lado os estereótipos de heróis e vilões do passado e abraçar a demanda por mais representatividade de mulheres, negros, comunidades LGBT e de pessoas com algum tipo de deficiência. Há também a pressão pelo abandono (pelo menos em parte) de padrões estéticos — corpos magníficos, pouco vistos na realidade.

Essa transição do cinema baseado em super-heróis tem implicações financeiras e sociais. “A possibilidade de uma criança negra projetar seus ideais de heroísmo em rostos mais próximos do que encontra no espelho, como o rei T’Challa, de Pantera Negra, tem um forte valor na construção da auto-estima de uma minoria social”, diz Gabriel Marinho, professor de Cinema e Audiovisual da ESPM Rio. “Isso pode parecer evidente em pequenos gestos mercadológicos, como a compra de brinquedos. Mas vai além. Produções como essa constroem no repertório de imagens da sociedade o retrato de homens e mulheres negros bonitos, capazes de assumir papéis de prestígio e liderança. Isso certamente vai contagiar futuros adultos a se enxergarem capazes de assumirem esses papéis sociais”.

A ideia pode ser expandida a outros grupos. Futuras cientistas podem ser despertadas quando meninas deparam com a personagem Shuri, de Pantera Negra, e enxergam nela um gênio em ciências e tecnologia, respeitada entre seus pares por sua capacidade inventiva. Meninas também podem se sentir inspiradas pela personagem Carol Dannvers, de Capitã Marvel, que para além dos seus superpoderes, é capaz de recomeçar sempre que falha em suas iniciativas.

“Já existiam outros filmes que se preocupavam com uma representatividade saudável de minorias sociais. Mas o fenômeno das obras do universo de super-heróis trouxe o tema para o epicentro de um cinema de grande circulação”, diz Marinho.

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