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Coronavírus e os animais de estimação – A necessidade de cuidados específicos

Cães e Gatos

Professora Drª. Meire Silva é coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Unipê e orienta sobre as principais cautelas com os pets em época de pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19)*, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) já se manifestou sobre a importância do papel do Médico Veterinário diante desse cenário que tange a saúde em geral. Além disso, o órgão que regulamenta a profissão de Medicina Veterinária no País alertou sobre a cautela que o momento atual exige dos profissionais e dos donos dos animais.

Nesse contexto, a professora Dra. Meire Silva, médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, apresentou algumas dicas sobre os cuidados que devemos ter com os animais de estimação.

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Incialmente, a especialista orienta que, mesmo para humanos saudáveis, é recomendado medidas básicas de higiene ao manusear e cuidar dos animais, em todas as situações, não só durante a pandemia do coronavírus. “Isso inclui os respectivos cuidados: lavar as mãos antes e depois de tocar nos animais, nos seus alimentos, nas fezes ou urina. Além disso, o tutor deve evitar compartilhar alimentos com seus pets”, comenta a Médica Veterinária.

Dra. Meire ainda explica que em tempos de isolamento social não é recomendável levar animais para passeios. “É fundamental evitar aglomerações de pessoas, pois o risco de o tutor contrair a infecção viral em alguns ambientes neste momento é alto. No máximo uma caminhada de cinco a 10 minutos no jardim de casa ou do condomínio, porém mantendo os cuidados de higiene e distanciamento social recomentados pelo Ministério da Saúde”, destaca.

Além disso, a profissional recomenda que os tutores realizem brincadeiras caseiras com os animais, de preferência as que eles gostam, alguns treinos de comando e de exercícios, além de mantê-los participativos nas atividades de casa.

Outro ponto frisado pela Dra. Meire foi sobre os pets contraírem ou não o coronavírus. “Não há evidências de que animais de estimação como gatos e cães tenham sido infectados ou possam espalhar o vírus que causa a infecção por COVID-19. Sabemos que o Coronavírus circula entre os animais, mas não se têm casos confirmados de animais que transmitiram o vírus para humanos”, conta.

A professora explica que a suspeita dos pesquisadores sobre a relação do morcego com a transmissão do novo coronavírus ocorre pelo fato de que o mamífero foi a origem de epidemias anteriores, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

“É importante destacar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando pesquisas sobre a relação entre animais de estimação com a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus. Há registro de um cachorro com um nível fraco de infecção em Hong Kong, mas o órgão diz que, até o momento, não há evidência significativa de que pets possam ou não ficar doentes ou transmitir o vírus. Mesmo assim, a recomendação das autoridades de saúde é de que pessoas contaminadas não se aproximem de seus pets”, ressalta.

Em todo o caso, Dra. Meire salienta que as pessoas infectadas devem manter distância dos seus pets. “É preciso se distanciar sim. A orientação da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) é que pessoas que contraíram COVID-19 evitem o contato próximo com seus animais de estimação, pois há informações ainda desconhecidas sobre esse novo coronavírus. Da mesma forma, a OMS recomenda que pessoas infectadas limitem o contato com seus cães e gatos e aumentem os cuidados básicos de higiene nos seus pets”, explica.

A Dra. Meire diz ainda que não é um momento seguro para ir a consultas regulares com os pets que possuem alguma patologia e que necessitam de acompanhamento, exceto em casos emergenciais. “Com ao aumento de pessoas infectadas, tanto o tutor quanto a equipe de médicos veterinários correriam riscos de contaminação. Sem esquecer que o COVID-19 em animais ainda não têm registros de agravos, porém não se sabe muito sobre esse vírus em animais com imunidade baixa por exemplo” conclui.

*O termo COVID-19 é uma junção de co, de corona; vi, de vírus; e d, de disease, palavra em inglês que significa doença em nossa língua. Já o 19 indica o ano em que o vírus surgiu: 2019. Com esta denominação, a OMS pretende evitar que as pessoas comecem a usar termos como “vírus da China”, que pode gerar discriminação. Assim, ela também fornece um padrão para uso em possíveis futuros surtos, sendo curto e descritivo.

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