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“O Limite da Traição”: reviravoltas e diversão num filme de suspense

O Limite da Traição
O Limite da Traição

O Limite da Traição testa o limite de aceitação de clichês de seu público; entretanto resultado final é divertido, se não levarmos tão a sério o filme

Pode parecer contraditório, mas é possível que um filme com um roteiro frágil, recheado de clichês e algumas situações peculiares (para não dizer absurdas), é possível que ele seja interessante, que entretenha. Esta é a sensação após o fim de “O Limite da Traição”, um dos lançamentos de fevereiro da Netflix mundo afora.

A história

Grace Waters (Crystal Fox), uma mulher que foi traída pelo ex-marido e vive só, é incentivada por sua melhor amiga Sarah (Phylicia Rashad) a procurar por um novo amor. Grace então acaba se envolvendo com o jovem Shannon (Mehcad Brooks) e os dois se casam, porém após o matrimônio Shannon acaba se mostrando um aproveitador. Grace encontra-se atrás das grades esperando julgamento pelo assassinato de seu segundo marido, sua esperança de liberdade está na advogada, inexperiente e subestimada por todos Jasmine Bryant (Bresha Webb).

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Antes de qualquer coisa, o filme já começa com muita informação dada: temos uma personagem que se declara culpada pela morte do marido. Temos uma advogada iniciante e inexperiente que vai ajudar a fazer um acordo com a promotoria. Então a primeira coisa que pensamos é: como o filme será desenvolvido? Daí entra os flashbacks, que explicam para o espectador como aquela personagem foi parar numa prisão. Ela, uma mulher já de meia idade, havia se apaixonado por alguém mais jovem, que a usou para tomar seu dinheiro. Um golpe. Nada mais clichê, mas ainda assim a história permanecia interessante, pois havia uma curiosidade de como se daria seu desfecho.

Aparentemente era para ser um filme de tribunal, e o primeiro ato do filme termina no tribunal, quando a advogada perde o caso, e chega a ser presa. Esta parte do tribunal, apesar de ser bem tensa é recheada de absurdos jurídicos, e nem precisa ser tão técnico assim para perceber. A insistência da advogada em solicitar uma testemunha em hora imprópria, o pudor em não chamar testemunhas que poderiam ajudar o caso, porque a acusada não queria, etc.

Mesmo assim, com tudo isso, o filme ainda assim se fazia divertido, pois ao menos não era monótono. Isso é uma marca do diretor Tyler Perry, oriundo das comédias, mas que já havia dado pulos no drama. Há de se destacar que o elenco, em grande parte formado por negros, é uma escolha que Perry já vem fazendo em seus projetos.

Até o fim deste primeiro grande ato “O Limite da Traição” apresentava uma trama regular sobre como uma mulher traída, que se sente usada e que perde tudo em um golpe se vinga numa atitude passional. Muitos se perguntam por que esses elementos sequer foram pensados em júri. Pois bem, mesmo sem um corpo (o morto não havia sido encontrado), Grace é considerada culpada e a sua advogada fora presa. Final? Não, ainda iriamos presenciar a grande reviravolta, ao estilo mexicano.

Esta parte final, a grande reviravolta do filme, traz tensão e muito suspense, e faz quem assiste ficar grudado na tela, mesmo que no fundo ele perceba que as cenas ali apresentadas são um tanto forçadas. O roteiro não ajuda, e nem as atuações, mas o fato é que é bastante divertido (não no sentido cômico) assistir toda esta parte final, e o derradeiro desfecho.

“O Limite da Traição” tem potencial para ser um bom filme de sessão da tarde.

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