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Crítica “Home Before Dark” 1ª temporada: uma ode ao jornalismo

Home Before Dark
Home Before Dark

Série mistura drama com suspense e jornalismo investigativo e conta uma história real e absurdamente encantadora

A Apple TV chegou ao mercado meses atrás com um catálogo inicial recheado de produções próprias, e uma das coisas que mais chamam atenção foi o destaque que os executivos do serviço de streaming deram para o jornalismo. Sim, essa profissão tão massacrada em nossos tempos sombrios.

Se o carro-chefe do início do serviço foi a série Morning Show, estrelada por Jennifer Aniston e que foca numa redação de um programa jornalístico, agora temos como destaque Home Before Dark, série que conta a história de uma menina de 9 anos que através de seu jornal ajudou a policia a desvendar um caso.

Na série Hilde Lysiak (Brooklynn Prince) é uma menina de nove anos que se muda do Brooklyn para a cidade natal de seu pai. Lá, ela passa a investigar um crime arquivado que todos os moradores do lugar tentaram encobertar.

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São 10 episódios desta temporada (foi confirmada uma segunda) sendo que os sete primeiros episódios são maravilhosos, com uma mistura bem fluída de suspense, investigação e drama (adulto e juvenil). Os últimos acabam se perdendo em meio a um roteiro bagunçado e que acabou ‘enchendo linguiça’ (colocou na trama elementos inúteis) e por isso o resultado final acabou sendo prejudicado, mas ainda assim Home Before Dark é uma bela opção para se ver em tempos de quarentena.

Voltando aos episódios iniciais, quando somos apresentados ao elenco, é inegável que o grande destaque da série é a atriz mega talentosa Brooklynn Prince, uma garota que já tinha chamado a atenção do mundo no filme Projeto Flórida, mas que agora recebeu a incumbência de protagonizar uma série, e deu conta sozinha.

Home Before Dark
Home Before Dark

Sim, porque mesmo com um elenco recheado de bons atores e atrizes, além de uma equipe de coadjuvantes fofa (falo da equipe infantil de Hilde que comanda o jornal com ela), ainda assim é o desempenho de Broojlynn que chama atenção, pelas suas expressões, pelas suas falas e pelo seu talento em conseguir fazer com que o espectador se preocupe com ela.

Entrando agora na trama propriamente dita, os primeiros episódios são os melhores por conseguir reunir aquele clima sombrio de pequena cidade envolta de um novo assassinato com o fato de termos um antigo morador retornando após décadas, e uma possível reviravolta em um sequestro que marcou toda a cidade no passado. Em meio a tudo isso, uma criança de 9 anos com faro jornalístico melhor que muitos profissionais que temos hoje em dia.

Hilde é o fio condutor da série, e ela só existe porque a sua vocação para o jornalismo fala mais alto. Seu pai, o bom ator Jim Sturgess, jornalista, é o grande herói de Hilde e essa relação de pai e filha também será um dos grandes destaques da série em sua primeira temporada. Pena que ao intensificar esta relação, a partir do sétimo episódio, o roteiro se perca em elementos inúteis. Toda a viagem que ela faz com seu pai para outra cidade poderia ter sido tirada da série e não faria falta alguma.

Saindo do campo do suspense, temos uma história sobre adolescentes, crianças e o ensino médio. Muito do que vemos em historias do tipo aparecem, como bullying, baile de formatura, namorados, drogas e o sentimento de não fazer parte de uma turma são mostrados na série, sobretudo focado na irmã de Hilde, que tem uma função interessante na trama, que é a de não exagerar com o tempo de exposição de Hilde em tela.

A história traz em sua temporada dois acontecimentos principais, que é o sequestro acontecido muitos anos atrás e o assassinato de Penny, a irmã do acusado pelo sequestro. No primeiro episódio temos duas afirmações: o sequestrador, Sam, está na cadeia e é considerado o assassino, e Penny, a sua irmã, se acidentou e morreu no mesmo dia em que Matt, o pai de Hilde, chega a cidade.

Essas afirmações são colocadas em questionamentos por Hilde, e a primeira temporada toda é centrada em como uma garotinha, fã do jornalismo investigativo, consegue ser tão competente e talentosa no que faz.

Home Before Dark é uma ode ao jornalismo como missão de vida. Hilde representa muito bem uma garotinha apaixonada pela verdade e não importa o quão árduo seja o caminha para se chegar a ela, é papel do jornalista sempre buscar chegar.

A série é uma ótima opção para quem gosta de ver crianças talentosas em uma trama que flerta bastante com temas adultos. O clima é sombrio, mas há a todo momento sequências que tiram o peso da história.

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