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Os melhores filmes de sexo do cinema cult e independente

Ken Park
Ken Park

Filmes de sexo como 50 Tons de Cinza existem aos montes, mas são poucos o que equilibram sensualidade com qualidade narrativa 

Desde os anos 2000 para cá que o cinema mais cult vem apresentando filmes com temáticas, ou sequências erotizadas, algumas bem mais que filmes comerciais como 50 Tons de Cinza.

O primeiro a se destacar talvez seja o mais explicito, por conter cenas reais de sexo entre os atores. Falo do alternativo que um dia será Cult 9 Songs (9 Canções).

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9 Canções

Na história em questão, Matt, vivido pelo ator Kieran O’Brien, conhece num show Lisa, uma jovem estudante americana, interpretada pela então atriz em ascensão Margo Stilley. Eles logo se apaixonam, vivendo um intenso relacionamento amoroso/sexual entremeado por vários shows que acompanham. O filme foi bastante controverso na época de seu lançamento, devido unicamente ao seu conteúdo sexual, que inclui ai uma sequência, não simulada, de relações sexuais e sexo oral, bem como uma cena de ejaculação, entre os dois atores. É fato que depois desses papeis os dois atores sofreram (e ainda sofrem) muito para conseguir bons projetos profissionais.

Outra obra interessante, que surgiu dois anos antes de 9 canções, foi o drama indie reflexivo Ken Park.

Ken Park

O filme gira em torno de um pequeno grupo de skatistas, sendo que todos eles possuem pais abusivos e vivem em constantes abusos. O filme se passa na cidadezinha de Visalia, no estado da Califórnia. É curioso que Ken Park (tal como 9 Canções), foi considerado um filme vazio, que se tornou famoso por causa das cenas de sexo. É interessante observar, entretanto, que esse vazio acaba sendo muito mais um vazio dos personagens, e de todo um contexto, do que um vazio narrativo.

Ken Park, se você prestar bastante atenção, oferece um bom material para se entender as gerações atuais, formadas por jovens cada vez mais confusos existencialmente.

Outro filme que fez bastante sucesso comercial e apresentou ao mundo uma das mais belas mulheres da atualidade foi Os Sonhadores, de Bertolucci.

Love
Love

Os Sonhadores

No caso de Os Sonhadores, o sexo é uma representação da liberdade vivenciada pelos três personagens centrais, vividos pelos atores Michael Pitt, Louis Garrel e a linda Eva Green. O filme é de 2003, mas a ambientação é 1968, em um dos momentos mais importantes da história francesa. Aqui o sexo e o cinema se intercalam, pois eles, como cinéfilos, em vivendo em uma das cidades mais cinematográficas do mundo, fazem questão de unir tais paixões: o amor pelo cinema e a liberdade sexual.

Um filme obrigatório, bonito, inteligente, e que de bônus te leva para uma experiência das mais excitantes da sétima arte.

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Outro filme obrigatório, que além de mexer com a libido, traz uma relevante mensagem por trás é Assunto de Meninas.

Assunto de Meninas

O filme é de 2001 e é uma espécie de bandeira para a comunidade cinéfila LGBT, pois a trama veste de um modo sublime a camisa da diversidade sexual. E faz isso com competência, de forma inteligente e extremamente atraente. O filme fala da amizade entre três moças adolescentes (interpretadas pelas lindas Mischa Barton, Piper Perabo e Jessica Paré) e de seus relacionamentos no internato onde estudavam. De uma bela amizade nasce uma paixão e a partir de então a história mescla cenas de amor plasticamente lindas (e bastante sensuais) com sequência dramáticas, sobretudo para tratar da intolerância, do pré-conceito e da luta pelos direitos homo afetivos.

Um filme que equilibra bem cenas sensuais, algumas de tirar o fôlego, com cenas dramáticas. Belo e relevante.

Outro filme que explora uma relação homossexual, mas sem levantar bandeira alguma é o ótimo Meu Amor de Verão.

Meu Amor de Verão

O filme (de 2004) se passa no interior de Yorkshire (Inglaterra), onde Mona (Natalie Press), uma garota trabalhadora que se interessa por atividades masculinas, conhece a exótica e mimada Tasmin (a linda e sexy Emily Blunt). Na chegada do verão, as duas jovens descobrem que tem muito mais que aprenderem e explorarem juntas.

As cenas de amor entre as duas garotas são muito bem produzidas e por isso o efeito em quem assiste é devastador. Emily Blunt, que a partir daí alçou vôos mais altos na sua carreira e conquistou Hollywood, sendo hoje considerada uma das mais respeitadas atrizes de sua geração, está maravilhosa em Meu Amor de Verão.

Love

Outro filme que deu o que falar foi Love, do polêmico cineasta Gaspar Noé.

No polêmico filme, conhecemos Murphy (Karl Glusman), que está frustrado com a vida que leva, ao lado da mulher (Klara Kristin) e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de sua ex-namorada, Electra (Aomi Muyock), perguntando se ele sabe onde ela está, já que está desaparecida há meses. Mesmo sem a encontrar há anos, a ligação desencadeia uma forte onda saudosista em Murphy, que começa a relembrar fatos marcantes do relacionamento que tiveram. Uma história de amor entre dois jovens, onde o sexo domina a relação. Já na primeira cena nos defrontamos com sexo frontal explícito, um choque para a plateia mas o objetivo do diretor é mostrar um sexo bem feito, como se fosse uma arte, preocupado com a iluminação e a fotografia, como a quebrar tabus ao mostrar um ato sexual na sétima arte, imagine em 3D. Até a metade do filme há uma certa curiosidade do público, mas quando ultrapassa a linha tênue entre o belo e a luxúria, do amor sexual para o doentio com cenas repetitivas, banalizando o ato sexual com todo tipo de perversão, chega-se a ouvir risinhos da plateia em certas cenas.

O diretor teve preocupação com a estética nas cenas eróticas do casal Murphy e Electra, inclusive a cena com a vizinha Omi é realmente bonita, mas o ator Karl Glusman  não tem carisma nem emoção interior para segurar o filme em outros momentos. Imagino a dificuldade do diretor em encontrar atores para estes papeis, onde ficam tão expostos fisicamente.

Léa Seydoux em Azul é a Cor Mais quente
Azul é a Cor Mais quente

Azul é a Cor Mais Quente

Em poucas palavras, Azul… conta a história da paixão de Adele por Emma. Ao sentir-se cada vez menos atraída pelos mocinhos da escola, Adele conhece Emma, uma artista plástica mais velha que ela, e se derrete. As duas desenvolvem um relacionamento que se demora até o primeiro beijo, e se estende por tantos enlaces e desenlaces, pautado pelo desejo e pela urgência de ser feliz. Tudo o que é importante neste filme é contado em detalhes e sutilezas, como quando Adele e Emma falam sobre filosofia na maior inocência, ou quando Adele dá aulas e se sente tão perdida quando como, anos antes, assistia aulas. Azul se concentra em um ciclo de dez anos na vida de Adele, para falar, do seu modo triste e bonito, sobre como morremos de medo da solidão.

O diretor apresenta e constrói os personagens de forma quase didática, se não fosse pela mão certeira ao executar esta escolha. Azul é um filme 80% feito de closes, câmeras na mão e sempre fechadas nos rostos dos personagens, economizando nos cortes e privilegiando o movimento, deixando-nos sem escolha a não ser conhecer bem de perto a sua protagonista. Adele comendo, Adele dormindo, Adele se masturbando, Adele chorando – tudo nos é mostrado com detalhes, quase como se pudéssemos tocar nela. Agressiva e ao mesmo tempo sutil, a estratégia de aproximação é a grande sacada deste filme, porque nos deixa sem escolha, não podemos ignorar. Tanto é assim que, ao abrir os planos, tudo o que vemos é Adele largada, sozinha, perdida.

Claro que existem outros filmes que retratam, até melhor, a sexualidade no cinema contemporâneo. Shame, Lucia e o Sexo, Um Quarto em Roma, Ninfomaníaca e alguns outros.

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