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Vale a pena ver “Velozes e Furiosos 8”, destaque de Tela Quente (4/5)?

Crítica Velozes e Furiosos 8
Crítica Velozes e Furiosos 8

Tela Quente exibe nesta segunda-feira, dia 4, ‘Velozes e Furiosos 8’; filme é inédito na rede aberta e promete captar ótima audiência; com o elenco repleto de estrelas, como Vin Diesel, Dwayne Johnson, Charlize Theron e Michelle Rodriguez, o longa foi lançado no Brasil em 2017 e é inédito na TV Aberta. 

A sessão Tela Quente desta segunda, dia 4 de maio, vai exibir um dos maiores filmes dos últimos anos: “Velozes e Furiosos 8”.

Na história de ação dirigida por F Gary Gray, Dom (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) estão curtindo a lua de mel em Havana e levam uma vida praticamente normal, mas a adrenalina do passado volta com tudo quando Cipher (Charlize Theron) reaparece e faz com que Dom retorne ao mundo do crime e da velocidade.

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Vale a pena ver?

A crítica

Velozes e Furiosos inegavelmente se tornou uma das franquias mais bem sucedidas que após dezesseis anos desde sua primeira estréia vem conquistando novos fãs. Durante a trajetória das sete sequencias tivemos algumas surpresas boas e outras…nem tanto. A sétima e última versão, por sua vez, deixou um certo gosto amargo com o falecimento repentino do ator Paul Walker durante as filmagens, mas o filme ainda conseguiu um ótimo resultado perante a crítica, o melhor até agora.

Fato é que durante os anos percebemos uma ambição por parte dos produtores da franquia, ao apostar cada vez mais na ação e espetáculos visuais de corridas e rachas com carros esportivos conduzidos pelos habilidosos personagens. O entretenimento do espectador é prioridade e isso é visível. Porém, chegamos ao ponto de que este elemento se tornou tão, mas tão importante que já não há mais sequer a mínima preocupação de elaborar uma história verossímil por parte dos roteiristas de tal forma a não subestimar a inteligência de sua audiência. Nesta oitava sequencia, portanto, o resultado é um amontoado de conveniências e situações bastante previsíveis, improváveis e absurdas. Se você é fã dos filmes e realmente não se importa, este fator não irá afetar a forma de apreciá-lo. No entanto, em termos de qualidade cinematográfica, a ausência de uma narrativa minimamente realista e/ou humana prejudica que a trama não somente não seja crível, mas a torna também incrivelmente surreal.

A história inicia na cidade de Havana, em Cuba, onde mostra homens com seus carros antigos e mulheres que somente chamam a atenção da câmera devido aos seus shorts e blusas curtos e colados (afinal, todas se vestem assim com suas roupas íntimas aparecendo certo? Errado). Lá, Dom Toretto (Diesel) e Letty (Rodriguez) aproveitam a sua lua de mel. Certo dia, Dom é abordado por uma mulher chamada Cipher (Theron) e, contendo uma informação valiosa sobre ele, o força a trabalhar para ela. Neste contexto, entramos em um mundo no qual ao mesmo tempo tudo e nada faz sentido: bases militares são destruídas por explosões e reconstruídas em segundos; personagens mergulham e saem vivos e secos (!!!!) do gélido oceano ártico; corridas de carros e submarinos em meio a um mar congelado não apresentam nenhum problema; e o fogo que sequer derrete um bloco de gelo ou deixam rastros de queimadura nos personagens mesmo após um contato muito próximo. Não somente nos detalhes estão os deslizes de lógica, mas também pela forma irresponsável como trata seus personagens. A antagonista tem o plano genérico e batido de almejar dominar o mundo e é constantemente descrita como a ciberterrorista mais poderosa do mundo e que, mediante uma justificativa bastante enfadonha, supostamente precisaria de Dom. E apesar dos esforços de Theron, a personagem se restringe a dar ordens e mesmo com um grande poder em sua volta para vigiar e manipular objetos com a mais alta tecnologia, como submarinos gigantes e mísseis, convenientemente (para a trama) não consegue controlar o que acontece dentro do próprio avião onde está sua base ou simplesmente visualizar uma pessoa detrás de um caminhão (apesar da tentativa de justificar o obstáculo). Em relação aos personagens principais, também não presenciamos qualquer evolução pessoal em nenhum deles, todos retratados aqui como super-heróis invencíveis que soltam piadas gratuitas inclusive nos momentos mais inconvenientes possíveis.

Entretanto, o que faz valer em parte o ingresso do espectador são as costumeiras cenas de ação de corrida automobilística que os fãs tanto esperam ver quando assistem ao longa. Muito embora o 3D seja completamente inútil e não tenha contribuído em nada para esta experiência (recomendo não vê-lo neste formato), mas poderia ter ajudado nestas cenas, ainda é possível sentir mais de perto a adrenalina por meio da câmera subjetiva utilizada inúmeras vezes, assim como os cortes bem feitos pelo diretor Gray. Por outro lado, não podemos dizer o mesmo da ação advinda da confrontação física entre os personagens, visto que o uso frenético do plano tremido e cortes rápidos, como a cena que se passa dentro de uma prisão, não permitem que as cenas fossem no mínimo compreensíveis.

A oitava sequencia de Velozes e Furiosos, em suma, pouco tem a oferecer de substância ao espectador, apenas se limitando a um escapismo em seu filme que evita enfrentar qualquer situação séria ou alguma proximidade com a realidade.

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