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Como a pandemia pode fortalecer ainda mais o mercado de streamings

A Netflix
A Netflix

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Você que está lendo este texto, possivelmente, começou a ver uma nova série nas últimas semanas, maratonou ou reviu sua sitcom preferida ou até mesmo cumpriu o checklist de filmes que estavam na sua lista há meses, não é mesmo?

O isolamento social no mundo, necessário para tentar conter a pandemia de coronavírus, fechou cinemas, teatros, casas de shows museus e outros espaços de entretenimento, mas abriu brecha para uma verdadeira guerra pelo lucro entre empresas de streamings. E este mercado parece estar cada vez mais aquecido!

O chamado entretenimento doméstico vem crescendo de forma consistente nos últimos anos e com a pandemia ele teve um verdadeiro boom. Se nos últimos dois anos a ida das pessoas ao cinema aumentou 18%, neste mesmo período a Netflix teve um aumento de 47% nas assinaturas.

“Na Itália e na Espanha, por exemplo, as novas instalações de aplicativos da Netflix aumentaram 57% e 34% durante o confinamento (respectivamente)”, destacou ao portal da BBC, o analista de tendências Blake Morgan. “As pessoas precisam de entretenimento e escapismo agora mais do que nunca”, completou o especialista.

Entre janeiro e abril deste ano, a Netflix ganhou quase 16 milhões de novos clientes, de acordo com comunicado da própria empresa em 22 de abril. Já a plataforma de streaming da Disney, a Disney+, lançada lá fora em novembro de 2019 e que deve chegar ao Brasil em agosto, soma 55 milhões de assinantes, um número que a Netflix levou cinco anos para atingir.

E esse crescente dos streamings pode influenciar inclusive outros setores. A equipe do site SWEETESTHOME,  que faz análises e avaliações de diversos produtos, revelou ao Cabine Cultural que, com as incertezas sobre o fim da pandemia e da volta à rotina, as pessoas estão investindo em conforto para seus lares, como ambientes e acessórios que otimizem a experiência de assistir filmes e séries, por exemplo.

E essa batalha pelo interesse do espectador tende a continuar muito além do isolamento social. De uma forma geral, a audiência dos serviços de streaming cresceu 20% desde o início da pandemia, conforme um estudo publicado pela empresa Conviva. Além disso, houve um aumento de 79% das horas vistas, em relação ao mesmo período de 2019.

Nesta corrida também entra a Apple, que lançou serviços de streaming em 52 países. Já a Amazon Prime Video teve 5% de aumento nas ações, segundo informações do We Got This Covered. As empresas chegaram a reduzir a qualidade dos vídeos para deixar a plataforma mais leve.

Neste contexto, também é importante se preparar para o período pós pandemia. “Como outros serviços de entretenimento caseiro, estamos vendo temporariamente o aumento do número de assinantes”, relatou a Netflix em comunicado aos acionistas.  “Esperamos ver uma queda nos números e uma desaceleração no volume de assinantes à medida que o confinamento acabe, o que desejamos seja em breve”, ponderou a gigante.

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