Depois da Chuva, de Cláudio Marques e Marília Hughes | Cabine Cultural

Depois da Chuva

Depois da Chuva

Depois da Chuva

Página especial sobre o mais novo projeto dos cineastas Cláudio Marques e Marília Hughes (Nego Fugido, Sala de Milagres), da produtora Coisa de Cinema. O longa-metragem  Depois da Chuva encontra-se já em fase final de produção. As filmagens ocorreram em junho de 2012 e muito em breve  estará nas salas de cinemas Brasil afora.

Vídeo: Pedro Maia fala sobre Depois da Chuva

O ano é 1984. Fase de abertura política nacional com o término da ditadura. Nesse contexto, temos Caio, um jovem de 16 anos vivido pelo estreante Pedro Maia. Mergulhado em um período repleto de dúvidas e influenciado pela fase política do país, Caio percebe que está presenciando um momento único em sua juventude. A relação entre o contexto político pelo qual passa o Brasil e os acontecimentos que permeiam a rotina do rapaz são trabalhados pelo longa-metragem.

Personagens
Caio vive momentos de mudanças em sua vida, alterações que ocorrem em paralelo à conturbada fase política nacional. Uma fase que frustrou milhões de brasileiros com a morte de Tancredo Neves e ascensão de José Sarney à presidência da república. Nesse contexto, o jovem busca equilibrar um período de descobertas no qual o despertar sexual e a formação de uma personalidade definida por ideais politizados moldarão suas convicções. Nessa batalha, ele contará com o suporte de sua colega de escola e par romântico Fernanda (vivida pela também estreante Sophia Corral), uma jovem cuja personalidade semelhante ao do rapaz, os fazem criar laços únicos de amizade. Além dela, o casal Tales (vivido por Talis Castro, conhecido pelo seu trabalho na peça Pólvora e Poesia) e Sara (Paula Carneiro Dias, do curta-metragem Nego Fugido, também de Cláudio Marques e Marília Hughes) mostram seu posicionamento político com uma rádio pirata que entra no ar roubando a faixa da Hora do Brasil e apresenta suas ideias libertárias através das palavras de escritores anarquistas.

Vídeo: Cláudio Marques fala sobre Depois da Chuva

Locações
Com locações em diversos pontos históricos da capital baiana (o Colégio Central e o Pelourinho são dois deles), Depois da Chuva é um filme que busca retratar um período da recente história brasileira através da óptica de um jovem cuja visão de mundo tenta colocá-lo além do conformismo e fora da inércia humana. Um jovem cuja vontade de por em prática a real mudança de mundo o fará passar por experiêcias inesquecíveis, trazendo-lhe uma inesperada e bem-vinda maturidade.

Vídeo: Marília Hughes, co-diretora e roteirista, fala sobre Depois da Chuva

Sophia Corral é Fernanda

Pedro e Sophia
Pedro Maia foi escolhido através de uma seleção de mais de mil garotos entrevistados. Oriundo do Teatro Oficina (e do colégio homônimo). Sobre seu personagem na trama, ele diz:

Eu me identifico muito com o Caio. Com sua calma, com seu modo introspectivo”.

E completa:

Caio tem raiva, tristeza, mas não fala muito, não transparece, não explode, não cai em lágrimas. É um cara reservado, mas não é durão. Mesmo que eu não estivesse  no filme, teria me interessado por ele. Me identifiquei muito com Caio, o meu personagem”.

Além dele temos Sophia Corral, também vinda do Colégio e Teatro Oficina, que interpreta Fernanda.

Convidado pelos diretores Cláudio Marques e Marília Hughes após estes o assistirem em cena no papel de Arthur Rimbaud na peça Pólvora e Poesia, o ator Talis Castro tem em Depois da Chuva sua estreia cinematográfica.

O filme conta ainda com a presença de atores como Aícha Marques (Prêmio Braskem de Teatro como melhor atriz coadjuvante) no papel da mãe do garoto Caio, Bertho Filho (do recente O Homem que não dormia), Carlos Betão (Memórias Póstumas e Orquestra de Meninos e da refilmagem global para a novela Gabriela) e Lúcio Tranchesi (vencedor do Prêmio Braskem de melhor ator em 2005).

Diretores
Nas palavras do diretor Cláudio Marques, Depois da Chuva é um projeto de inspiração auto- biográfica.

Cláudio Marques e Marília Hughes

Eu mesmo era um adolescente de 15 anos naquele 1984, período das Diretas Já e da eleição de Tancredo Neves. Dada à velocidade e intensidade dos acontecimentos na época, eu e todos que estavam ao meu redor sentíamo-nos personagens vivenciando um momento único da história”, afirma o cineasta.

Cláudio explica que há uma relação sutil entre os acontecimentos da vida do protagonista Caio e o momento pelo qual o Brasil passava.

Passados 25 anos desse período que forjou as lideranças e o país em que vivemos hoje, é chegada a hora do cinema evocar a atmosfera daquele período para que uma reflexão maior aconteça”, complementa.

Para a diretora Marília Hughes, o filme possui um tema que extrapola o período no qual se passa a história.

Apesar do momento histórico particular do filme, Depois da Chuva também trata de questões universais, pertinentes a adolescentes de qualquer época e lugar. É um filme sobre transição e amadurecimento”, afirma a cineasta.

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