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“A Terra e o Sangue”: muita ação no novo filme da Netflix

A Terra e o Sangue

“A Terra e o Sangue” é novo lançamento da Netflix; filme francês, trama é recheada de ação envolvendo traficantes e um pai disposto a defender a filha a qualquer custo

Numa primeira olhada “A Terra e o Sangue” parece ser um filme de ação envolvendo traficantes de drogas e um pai disposto a defender a filha. Porém, ao término do filme o que vimos é uma espécie de Rambo, ou aqueles filmes que vemos um único homem destruindo por completo gangues inteiras, no que parece ser algo surreal e difícil de acreditar.

No filme francês, dirigido por Julien Leclercq, cineasta especializado em filmes de ação, nós temos Saïd, dono de uma serraria no coração da floresta, que decide vender para assegurar um futuro melhor para Sarah, a sua filha de 18 anos. Na outra ponta da história temos um de seus funcionários, obrigado pelo seu irmão a esconder uma grande quantidade de cocaína dentro da serraria.

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A partir daí não é difícil de imaginar para onde vai a história. Said descobre a cocaína, e os traficantes donos da droga correm atrás para ter de volta. Nesse jogo são 6 ou 7 traficantes armados até o pescoço contra um pai de família, já com os seus 50 anos, e com um câncer já em fase avançada. Acha que será fácil para os traficantes? Não, se depender de Julien, o cineasta.

“A Terra e o Sangue” pode até parecer, depois dessas palavras, um filme meia boca, porém tal como Rambo, Comando para Matar, ou os filmes de Charles Bronson, o filme francês é divertido, porque segura o espectador em algo que ele adora, que é ver uma injustiça sendo corrigida. O espectador torce para Said desde o início, e não porque seu personagem carrega uma simpatia gigante, ou porque ele desperta pena de quem assiste, por conta da doença. Não é por isso, mas sim pelo fato de adorarmos uma trama de vingança, adoramos ver marginais ou traficantes sendo mortos por pessoas de bem (não me refiro ao sentido político dado a este termo).

E neste sentido, as cenas de ação e violência são muito cruas, e por vezes choca por serem pesadas demais para um filme da Netflix direcionada para milhões de jovens em quarentena mundo afora.

O tom dramático oferecido pelo roteiro é inserido com a personagem Sarah, a filha de Said, que é deficiente auditiva. Assim, em “A Terra e o Sangue” o que fica de mensagem é que um pai é capaz de tudo para salvar a sua filha dos perigos da vida.

Said dá a vida para que Sarah permaneça viva.

A cena final, já com o desfecho mostrado, deixa a dúvida desta afirmação. Será que ele deu a vida ou ainda terá mais alguns momentos com a sua filha? Fica a especulação.

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