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“Resgate”: um Rambo pós-moderno da Netflix

Resgate

Resgate carrega ação do início ao fim e nos faz lembrar que personagens surreais como Rambo ainda tem espaço na grade de atrações do cinema e do streaming

Ação, ação e ação. Para quem gosta do gênero, a Netflix estreou neste fim de semana um de seus grandes lançamentos do ano, Resgate, estrelado pelo eterno (e ainda) Thor, Chris Hemsworth. No filme, Tyler Rake (Chris Hemsworth) é um agente especial que recebe a difícil missão de libertar um garoto indiano que é mantido refém na cidade de Dhaka. Apesar de estar preparado fisicamente, ele precisa lidar com crises de identidade e com seu emocional fragilizado por problemas do passado para que consiga designar sua tarefa da melhor maneira possível.

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Resgate ‘resgata’ os filmes de grandes personagens de ação dos anos 1980, como Rambo, Comando Para Matar e Desejo de Matar. Pelos títulos acima, é bem razoável de se pensar que matar é algo muito corriqueiro em filmes desta espécie. Em Resgate a quantidade de homens mortos por Tyler é absurda, chegando facilmente nas centenas de pessoas, o que torna ainda mais surreal todo o filme.

Porém a ideia aqui é você abraçar a ideia, e quando você o faz, o que vemos é ação e diversão do início ao fim, com poucos momentos direcionados ao drama, sempre mais ligado ao passado de Tyler e a sua relação com a família, esposa e filho. Este é o elemento dramático do filme, que faz o público entender o porque daquela personalidade peculiar, que não liga muito para as coisas que podem acontecer à sua vida.

O roteiro deixa claro que Tyler é um cara que não tem mais tanta vontade de viver, por conta dos acontecimentos do passado, e por isso aceita missões muitas vezes consideradas suicidas. É por conta deste fio condutor que “Resgate” é uma ação do melhor nível possível. Lembrem-se que em filmes como Rambo ou Comando para Matar este elemento também é utilizado. No filme estrelado por Arnold Schwarzenegger, lá da metade dos anos 1980, o seu personagem é movido pelo sequestro de sua filha. Já Rambo tem uma relação muito vazia com a vida, o que o torna um assassino (no sentido literal) de primeira qualidade.

Resgate bebe desta água, mas com elementos da atualidade, do mundo pós-moderno.

Certamente terá alguma continuação, sobretudo pelo feedback positivo do público, que desde sempre adora uma boa ação.

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