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Crítica “18 Presentes”: Netflix lança mais um drama familiar de fazer chorar

18 Presentes

“18 Presentes” é baseado em uma história real que emocionou o mundo inteiro e que deu um novo significado ao amor materno

Não demorou muito tempo para que os fãs do filme “O Milagre da Cela 7”, hit da Netflix que fez muito sucesso por ser um drama com potencial devastador sobre o espectador, pudessem ter um novo xodó para chorar a vontade.

O filme da vez consegue, inclusive, ter um potencial ainda maior de destruição emocional de quem assiste, por tratar de um tema que mexe demais conosco: a morte.

“18 Presentes” é um filme sobre esta relação entre vida e morte, e como muitas vezes ela está relacionada de uma forma tão intrínseca que ambas fazem parte de um só organismo.

O filme é inspirado em uma história real, e até bem recente, e inclusive, os nomes dos personagens refletem as pessoas reais. Nascida em Maserada di Piave, Elisa Girotto casou-se com Alessio Vicenzotto, que conheceu através de amigos. Grávida de sua filha Anna e, durante o casamento, ela ficou sabendo de sua doença terminal, como é retratado no filme.

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Sabendo que não poderia passar mais tempo com a filha, ela decidiu deixar alguns presentes para ela se manter ligada a ela. Elisa morreu em setembro de 2017, um mês após o nascimento de Anna. No entanto, as notícias de seus gestos de amor e espírito para viver além de sua doença e morte logo se espalharam pelo mundo e três anos depois se transformou em um dos filmes mais populares do mês de maio na Netflix.

“18 Presentes”, antes de qualquer coisa, é um filme produzido para ter um efeito emocional gigante no espectador. O roteiro e a trilha sonora são usados meticulosamente para isso. Essa observação é elogiosa, pois muitos tentam usar esta mesma fórmula, só que sem sucesso. Para ter sucesso, além de uma boa produção, é necessário boas atuações que causem a empatia de quem assiste. E “18 Presentes” causa, sobretudo na relação existente entre mãe e filha.

O roteiro, que trouxe elementos que num primeiro momento poderia ser descrito como ficção científica, logo se mostrou uma situação bem comum em filmes assim. Não chega a ser uma reviravolta gigante, mas não é interessante contar aqui, para não estragar a experiência cinematográfica como um todo.

O caso real teve o fim derradeiro em 2017, com a mote de Elisa; sendo assim, Anna, a filha, ainda está com os seus 4 anos de idade, ou seja, na fase inicial de todo o plano em longo prazo que a sua eterna mãe construiu para ela. Assim, o filme teve que se utilizar de um esforço, não para criar presentes, mas para imaginar o efeito que eles causariam na filha. No filme, vimos que a construção foi em direção em algo muito comum na adolescência: a rebeldia.

Anna se transforma numa adolescente um tanto problemática, algo comum na sua idade, sobretudo potencializada pela falta da mãe e pelas lembranças anuais. Mas é óbvio que essa tática do roteiro foi necessária para que o desenrolar do filme a fizesse se transformar enquanto filha, valorizando e redescobrindo todo o amor que possuía não somente pela sua mãe, mas pelo seu pai e por extensão, a família inteira.

“18 Presentes” é um filme com uma mensagem poderosa, de como uma mãe consegue, em seus piores momentos, pensar mais em seus filhos do que nelas próprias. Esse altruísmo é honesto, sincero e arrebatador do ponto de vista emocional. Não precisamos nem assistir ao filme todo, pois a cada momento em que nos colocamos no lugar de cada um daqueles personagens, automaticamente nos emocionamos. Esse é o poder do cinema. Esse é o poder do mais incondicional dos amores.

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